Ineditismo marca participação brasileira
Da Redação Em São Paulo
A catarinense Fabiana Beltrame, a primeira brasileira a representar o país no remo olímpico, encerrou sua participação em Atenas com o 14º lugar geral no skiff simples feminino, após chegar em segundo na final C. O resultado ficou perto de seu objetivo, a final B, em que ficaria entre as 12 melhores.
Foi justamente no ineditismo que residiu sua maior contribuição nos Jogos Olímpicos -atraiu a mída, divulgou o esporte e ajudou a quebrar o estigma de esporte masculino do remo. Durante o período de treinos da equipe no Rio de Janeiro, antes do embarque para a Europa, Fabiana atraiu à raia da lagoa Rodrigo de Freitas gente que nunca antes tinha acompanhado provas de remo.
A florianopolitana não foi a única estreante brasileira. Os cariocas José Carlos Sobral Jr. e Thiago Gomes disputaram primeira vez o skiff duplo peso leve olímpico, com o intuito de avançar à final B. Mas não conseguiram nem mesmo chegar à final C, que definia do 13º ao 18º lugares. Terminaram em último na semifinal C/D, com o modesto 19º lugar geral, à frente apenas dos barcos de Hong Kong e do Azerbaijão.
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Wander Roberto/COB
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"Veterano"
Conterrâneo de Fabiana, Anderson Nocetti foi o único dos quatro brasileiros com uma experiência olímpica (disputara Sydney-2000) e quem obteve o melhor desempenho.
Competindo no skiff simples, o catarinense venceu a final C e terminou na 13ª colocação geral. O resultado, por outro lado, ficou aquém de suas expectativas. Nocetti pretendia melhorar o 13º lugar de quatro anos antes (ganhou uma posição, devido ao doping de um rival) e integrar a final B (12 melhores).
A primeira participação brasileira em Olimpíadas foi em Antuérpia-1920. Desde então, participou de todas as edições, com exceção de Amsterdã-1928, Melbourne-1956, Tóquio-1964 e Barcelona-1992, sem nunca ter subido ao pódio.
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