Antonio C. Cardoso/Arquivo pessoal

Remadores no Tietê, em São Paulo, onde eram realizadas provas
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O primeiro clube criado para a prática do remo no Brasil foi o Clube de Regatas Santista, na cidade de Santos, no final do século 19. No Rio de Janeiro, o esporte tornou-se popular entre a juventude da elite carioca.
Antes do final do século 19, foram fundados vários clubes que disputavam regatas na Baía da Guanabara. Entre eles, os tradicionais Clube de Regatas Flamengo e Clube de Regatas Vasco da Gama, hoje muito fortes no futebol.
Pouco tempo depois, foram criados em São Paulo clubes de remo localizados às margens do rio Tietê. O primeiro campeonato brasileiro foi disputado em 1904. Nas Olimpíadas, o remo brasileiro esteve presente em 16 edições. Porém, em nenhuma delas o país conquistou medalha.
A primeira participação foi em Antuérpia-1920, com Angelo Grammaro, Ernesto Flores Filho, Guilherme Lorena, João Jorio e Orlando Amendola, que competiram na quatro com. Em Paris-1924, os irmãos Eduardo e Carlos Castelo, no skiff duplo, alcançaram o quarto lugar, melhor posição do Brasil no esporte.
Já em Los Angeles-1932, o feito se repetiu, agora com Estevão João Strata, José Ramalho e Francisco Carlos Brício, que terminaram em quarto lugar no dois com. A partir de Londres-1948, o Brasil participou de todos os Jogos, exceto os de Tóquio-1964. Em Moscou-1980, Manoel Therezo Novo, Henrique Gustavo Johenn, José Cláudio Lazarrotto e os irmãos Ronaldo e Ricardo Carvalho ficaram em quinto lugar no quatro com.
Em Los Angeles-1984, Ângelo Rosso Neto, Walter Hime e Nilton Araújo ficaram em quarto lugar na prova do dois com, igualando as marcas anteriores. Em Sydney-2000, o catarinense Anderson Nocetti foi o único representante brasileiro no Remo. Anderson, que competiu na categoria skiff simples, terminou na segunda colocação da final C, 14º colocado no geral.
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