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Robert Scheidt busca seu segundo ouro olímpico para igualar o recorde de Adhemar Ferreira da Silva
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Poucas vezes um atleta brasileiro chegou a uma Olimpíada com um favoritismo tão grande como o de Robert Scheidt na classe Laser. Menos de três meses depois de conquistar o heptacampeonato mundial, o velejador paulista tenta em Atenas outro feito histórico: se igualar a Adhemar Ferreira da Silva, único brasileiro bicampeão olímpico até hoje.
A condição de principal candidato à vitória não é nova para Scheidt. Afinal, ele domina a classe Laser há quase uma década. Foi tricampeão do mundo em 95, 96 e 97, ganhando o ouro também nos Jogos de Atlanta-1996 e nos Pans de Mar del Plata-1995 e Winnipeg-1999. Já em 2000, venceu seu quarto título mundial. Assim, chegou a Sydney na crista da onda.
O inglês Ben Ainslie, no entanto, estragou a festa do brasileiro, que deixou a medalha de ouro escapar na última regata. A derrota na Austrália, porém, só aumentou o apetite do velejador, que aproveitou o embalo para faturar seu segundo tricampeonato mundial - ganhando em Cork, na Irlanda, em 2001, e em Cape Cod, nos EUA, em 2002.
Depois de dois triunfos, outra derrota amarga. No Mundial de 2003, na Espanha, novamente em uma disputa acirradíssima, Robert Scheidt foi derrotado pelo português Gustavo Lima. Como consolo, o brasileiro comemorou o tricampeonato pan-americano em Santo Domingo.
Em 2004, Scheidt já mostrou que aprendeu a lição com as derrotas do passado. Venceu todas as competições que disputou nos cinco primeiros meses do ano, entre elas o Mundial da Turquia, e confirmou o que todos já sabiam: em Atenas, Scheidt é medalha garantida.
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