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Dono de quatro medalhas, Torben Grael será recordista brasileiro de participações em Olimpíadas (seis)

O extenso litoral brasileiro favoreceu a difusão da vela no país. O esporte teve sua origem depois da criação do Iate Clube Brasileiro, fundado no Rio de Janeiro por Armando Leite, em 1906. Depois de criar as regras, o novo clube organizou a primeira regata em 1910 e, posteriormente, uma competição internacional com a participação dos tripulantes dos navios ancorados no porto da cidade.

Porém, somente na década de 70 o esporte ganhou força, graças ao tricampeonato mundial do paulista Jorge Bruder (1970, 71 e 72), na classe Finn.

Nos Jogos Olímpicos, o Brasil sempre foi um forte candidato em quase todas as classes, marcando sua presença desde os Jogos de Londres-1948, quando Vitório Ferraz e Carlos Borcher formaram a dupla que ficou em 10º lugar na classe Shallow. Wolfgang Richer ficou com a 11ª posição na classe Ferefaly, enquanto João Bracony e Carlos Bittencourt acabaram em 14º na Star.

Desde então, o Brasil teve representantes na vela em todos os Jogos. Em Helsinque-1952, houve a classe Dragão, pela qual competiram os brasileiros Wolfgang Richer e Nini Isoldi. Na Finlândia, os atletas do Brasil ainda competiram nas classes Finn e Star.

Em Tóquio-1964, apenas um brasileiro participou: Jorge Bruder competiu na Finn e foi sétimo. Na Olimpíada seguinte, no México, o Brasil conseguiu a sua primeira medalha na vela. A dupla Buchard Cordes e Reinaldo Conrad ficou com o bronze na classe Flying Dutchman. O Brasil só voltou a ganhar medalha na vela em Montreal-1976, quando Reinaldo Conrad e Peter Ficker conquistaram o bronze, mais uma vez na Flying Dutchman.

A consagração da vela olímpica brasileira veio em Moscou-1980. Os então desconhecidos Marco Rizzo Soares e Eduardo Penido subiram no lugar mais alto do pódio na classe 470, assim como os favoritos Alexandre Welter e Lars Bjorkstrom na Tornado.

Logo na sua estréia em Olimpíadas, Torben Grael voltou com uma medalha de prata. Com seus companheiros Daniel Adler e Ronaldo Senfft, Grael ficou com a segunda colocação na classe Soling em Los Angeles-1984. Com Nelson Falcão, Torben Grael voltou a subir no pódio quatro anos mais tarde, faturando o bronze na Star. Outra dupla, formada pelo irmão de Torben, Lars Grael, e Clínio de Freitas, também ganhou uma medalha de bronze em Seul-1988, na classe Tornado.

Em Atlanta-1996, o Brasil levou três medalhas na vela. O consagrado Torben Grael, com Marcelo Ferreira, conquistou na classe Star a única medalha que faltava: o ouro olímpico. Brilhou também a estrela de Robert Scheidt, na Laser, com o ouro logo em sua primeira Olimpíada. A terceira medalha na vela em Atlanta foi de Lars Grael e Kiko Pelicano, na classe Tornado.

Em maio de 2004, na cidade de Bodrum, na Turquia, o velejador Robert Scheidt conquistou o inédito heptacampeonato mundial na classe Laser. O atleta é o primeiro brasileiro a conquistar sete títulos mundiais em esportes olímpicos. O paulista também já conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Atlanta-1996 e a de prata nos Jogos de Sydney-2000.


  Quadro da modalidade
  País Total
  1º GBR 2 1 2 5
  2º BRA 2 0 0 2
  3º ESP 1 2 0 3
  4º AUT 1 1 0 2

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