Quebra de hegemonia A história do vôlei olímpico, que começou em Tóquio-1964, foi marcada por hegemonias no início, mas há agora o equilíbrio. No masculino, a União Soviética dominou até boicotar Los Angeles-1984, vencida pelos Estados Unidos, que repetiram o feito em Seul-1988. No feminino, soviéticas e japonesas fizeram as quatro primeiras finais. Em Atlanta-1996, nem russos ou norte-americanos, no masculino, e russas ou japonesas, no feminino, ganharam medalhas.
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Equilíbrio O esporte está tão equilibrado que apenas um país no masculino e um no feminino subiram ao pódio olímpico duas vezes nos anos 90: holandeses e cubanas, que jamais haviam conquistado medalhas nessas categorias até Barcelona-1992 (os cubanos ganharam bronze em Montreal-1976).
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URSS x Japão Até Moscou-1980, os soviéticos venceram três competições e ficaram com prata e bronze nas outras duas. Seus maiores adversários foram os japoneses (um ouro, uma prata e um bronze). No mesmo período, o feminino foi mais equilibrado, mas disputado principalmente pelas mesmas seleções: as soviéticas ficaram com três ouros e duas pratas e as japonesas com dois ouros e duas pratas.
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Boicote O vôlei foi um dos esportes mais afetados pelo boicote liderado pela União Soviética em Los Angeles-1984. As duas finais foram disputadas por países até então sem medalhas. No masculino, Estados Unidos e Brasil se confrontaram (ouro para os norte-americanos) e, no feminino, China e Estados Unidos brigaram pelo ouro (vitória das chinesas).
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Soviéticos nas finais Seul-1988 reuniu novamente as maiores seleções do mundo. A União Soviética chegou às duas decisões, vencendo a feminina (em cima das peruanas) e perdendo a masculina (para os norte-americanos).
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Novas potências Nos anos 90, as cubanas foram absolutas no feminino (ouro em Barcelona-1992 e Atlanta-1996). As competições masculinas viram surgir novas potências: o Brasil, campeão em Barcelona, a Holanda, vice em 1992 e campeã em 1996, e a nova geração italiana, prata em Atlanta - os italianos haviam conseguido o bronze no torneio de 1984, enfraquecido pelo boicote das principais forças do esporte.
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Jogo longo Quando ainda existia a vantagem, a decisão masculina de Montreal-1976 foi a mais longa final da história das Olimpíadas: a Polônia precisou de quatro horas e 36 minutos para derrotar a URSS e ficar com o ouro. Com a mudança das regras, dificilmente este recorde será batido.
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Outra versão É praticado nos Estados Unidos o nine-man volleyball (algo como "vôlei para nove"), esporte derivado do vôlei em que são nove jogadores de cada lado. As principais diferenças são que os atletas não rodam em quadra (as posições são fixas), os sets vão a 21 pontos e apenas os três jogadores que estão no fundo da quadra podem sacar.
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Minonette Em 1895, quando foi criado pelo professor norte-americano de educação física William C. Morganem, o vôlei chamava minonette. A idéia era dar aos homens de mais idade uma opção menos cansativa que o basquete, esporte mais popular da época. A rede ficava a uma altura de 1,83 metros do chão (mais baixa do que qualquer jogador da seleção brasileira de hoje) e a primeira bola usada era, na verdade, a câmara de uma bola de basquete.
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Mudança nas regras Não é de hoje que o vôlei tem regras controversas. No início, o sacador tinha uma segunda chance depois de errar o saque; a partir de 1912, entretanto, quem errasse o saque era substituído. O número de jogadores também mudou: no início, era ilimitado, e as equipes jogavam com oito ou nove de cada lado; só em 1918 foi determinada a quantidade que é usada até hoje.
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Pontuação No início do século, cada set ia a 21 pontos; em 1917, passou a acabar nos 15, não precisando abrir dois pontos de vantagem sobre o adversário; a partir de 1922, foi implantada a regra que impedia o set de terminar sem que um time tivesse pelo menos dois pontos a mais que o outro; e há apenas dois anos os quatro primeiros sets vão a 25, e o último, a 15.
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