
A China chegou a Atenas apontada como a favorita ao ouro graças ao seu desempenho em 2003, quando o time asiático arrebatou os dois títulos internacionais do ano, do Grand Prix e da Copa do Mundo. Conquistou o título graças a dois elementos: superação e regularidade.
A exemplo do que ocorreu com Nalbert, no Brasil, a China correu contra o tempo para levar Zhao Rui Rui, 22, sua principal, às Olimpíadas. Ela quebrou a perna em março deste ano e em quatro meses passou intenso tratamento de recuperação para se confirmar em Atenas. O esforço, porém, acabou se mostrando vão. Depois de fazer dois pontos no início da partida de estréia, contra os EUA, Zhao teve a contusão agravada e saiu de quadra para não mais atuar nas Olimpíadas.
Sem ela, a China havia feito uma campanha decepcionante no Grand Prix, um mês antes dos Jogos. Buscando o bicampeonato, terminou apenas em quinto. Naquele jogo contra os EUA, porém, o time foi buscar a vitória, dando o primeiro passo para a grande conquista.
As chinesas terminaram a primeira fase do torneio com uma única derrota, para Cuba, por 3 a 2. Nas quartas-de-final, passaram fácil pelo Japão. A Rússia derrotou a Coréia do Sul para ir à semifinal. O Brasil passou pelos EUA -então líder do ranking mundial. E Cuba despachou a Itália, vice-campeã do Grand Prix.
Com um dos lugares na final garantido pela Rússia, após a vitória de virada sobre o Brasil, China e Cuba se reencontraram para brigar pela outra vaga. Em outra partida épica, as chinesas venceram os dois primeiros sets, mas viram as cubanas forçarem o tie-break. A equipe asiática, no entanto, soube reencontrar seu equilíbrio no quinto set e atropelou as adversárias, confirmando seu lugar na decisão.
Pela decisão do ouro contra a Rússia, fez um jogo digno de final olímpica. Os dois lados capricharam no saque e nas defesas, proporcionando pontos muito disputados durante praticamente toda a partida. Nos três primeiros sets, em raros momentos uma das equipes conseguiu abrir uma vantagem superior a dois pontos. Mas, nos detalhes, as russas conseguiram a vantagem de 2 a 0.
As chinesas então tiveram sangue frio para virar o jogo. Com aparente facilidade, venceram o terceiro set. Na disputadíssima quarta parcial, o saque das asiáticas fez a diferença e elas forçaram o quinto set.
No tie-break, apesar de ser a equipe que mais cedeu pontos em erros ao adversário (23 contra 14 da Rússia), a China foi impecável e não deu chances das russas repetirem o que fizeram contra o Brasil na semifinal. Abriram três pontos de vantagem na reta final e souberam administrá-los até o fim do jogo.
Este foi segundo título olímpico da China. O primeiro ouro foi conquistado há dez anos, em Los Angeles. Depois disso, bateu na trave, ficando a prata em Atlanta-1996. Em Seul-1988 também subiu ao pódio, pelo bronze.
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