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12/08/2004 - 10h59
Para treinar, boxeadores do Brasil esnobam ônibus
Bruno Doro Em São Paulo
Transporte público é um item desnecessário para os boxeadores do Brasil na Vila Olímpica. Ao invés de usar os ônibus que a organização coloca a disposição dos atletas para chegar à academia, onde estão treinando diariamente, os boxeadores verde-amarelos vão para o local correndo.
"É uma forma de ir treinando antes de começar o treino de verdade na academia", explica o treinador Gabriel de Oliveira, chefe da delegação brasileira em Atenas.
Os treinadores, porém, não dispensam os meios de transporte modernos. "Enquanto eles estão correndo, nós vamos de ônibus mesmo", diz Oliveira, lembrando que o cubano Paco Garcia, também técnico da seleção, sempre o acompanha no ônibus.
A equipe de boxe está hospedada no mesmo prédio da equipe masculina de futebol, com os jogadores do vôlei masculino logo à frente. "Estamos sempre nos encontrando com eles", conta Oliveira.
A equipe do Brasil, composta por cinco atletas, está ansiosa para o sorteio olímpico, nesta sexta-feira. Nesta quinta, o meio-médio-ligeiro Alessandro Matos (64 kg) e o meio-pesado Washington Silva (81) foram poupados dos treinamentos pois já chegaram ao peso exigido para suas categorias.
O pena (até 57 kg) Edvaldo de Oliveira, o médio (até 75) Gláucélio Abreu e o leve (até 60) Myke Carvalho ainda estão acima do peso, mas não preocupam os treinadores. "Depois do treino de hoje (quinta-feira), todos chegam ao peso para amanhã", garante Oliveira.
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