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12/08/2004 - 10h36
Seleção se diz "surpresa" sobre polêmica em torno do prêmio
Luciana de Oliveira Em São Paulo
A seleção brasileira masculina de vôlei se diz "surpreendida" pelos questionamentos em torno de uma suposta discórdia sobre a premiação que o time de Bernardinho receberá se ganhar o ouro. "Os jogadores já aceitaram o prêmio proposto pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei)", disse, por telefone, o chefe de equipe José Inácio Salles Neto. "O grupo até ficou surpreso com perguntas sobre um desacordo em relação ao assunto. Isso é especulação, não existe discordância."
 | | | Capitão Nalbert (d), eleito negociador do grupo, durante sessão de treino em Atenas | Salles não soube precisar o valor exato que os jogadores receberão, mas confirma que será "algo em torno" de US$ 40 mil (R$ 120 mil) para cada um. O chefe de equipe contou ainda que a seleção fará seis amistosos "e parte do que for obtido com propaganda em torno do time seria revertida aos jogadores". A data das partidas ainda está em aberto. "Esta é a única parte que não foi acertada entre a seleção e a CBV", diz o chefe de equipe.
"Os jogadores acharam muito interessante esta proposta da confederação e, como acontece normalmente, aceitaram", comenta Salles. O jornal Folha de São Paulo afirmou nesta quinta-feira que o tema ainda gera divergência entre os jogadores.
O capitão Nalbert, que teria sido eleito para negociar com a CBV, disse ao jornal que o prêmio estava acertado. Mas o levantador Ricardinho afirmou à Folha que a seleção fez uma contraproposta à confederação. Virna, da seleção feminina, disse que o prêmio de seu time já está acordado em cerca de US$ 20 mil (R$ 60 mil) por jogadora, em caso de ouro.
Procurada pelo UOL Esporte, a CBV ainda não emitiu uma posição oficial.
"O prêmio será dado em caso de êxito, mas ainda não ganhamos nada", lembra Salles. "Vamos atrás da medalha primeiro e depois a gente pensa neste assunto. "Quem sabe, quando realmente conquistarmos a medalha, o prêmio não será maior ainda."
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