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14/08/2004 - 12h06
Brasil quebra recorde olímpico em vitória sobre o Japão

Da Redação
Em São Paulo

Recordes não são exclusividade de esportes como atletismo ou natação. Neste sábado, a seleção brasileira feminina de basquete quebrou o recorde olímpico de pontos em uma partida. Na estréia em Atenas, Janeth & cia. venceram o Japão por 128 a 62.

Reuters 
Alessandra dá um toco em Noriko Hamaguchi na vitória do Brasil
A diferença de pontos, 66, também foi a maior da história, ao lado de uma partida das Olimpíadas de Moscou. Em 1980, ex-União Soviética venceu a Itália por 119 a 53. O torneio feminino de basquete só começou a ser disputado em Montreal-1976.

Ainda se recuperando de uma contusão nas costas, a ala Janeth não centralizou o ataque brasileiro como costuma fazer. Mesmo assim, ainda fez 20 pontos. Em seu lugar, a outra veterana do time, a pivô Alessandra, tomou conta do jogo.

Ela aproveitou a vantagem de altura (com 2,00 m, é 15 cm maior do que a japonesa mais alta) para controlar o garrafão. Fez 25 pontos e pegou 13 rebotes nos 20 minutos em que esteve em quadra.

A diferença entre as duas equipe foi enorme. No primeiro tempo, por exemplo, o Brasil pegou 30 rebotes, contra apenas oito do Japão. E ainda deu três tocos, contra nenhum das asiáticas.

As japonesas, apesar da altura, adotaram um estilo diferente da escola asiática. Ao invés de apostar nos arremessos de longe, elas resolveram tentar as infiltrações. Muito mais baixas (média de 1,76 m contra 1,84 m das brasileiras), foram presa fácil para a defesa verde-amarela. As únicas que escaparam da marcação foram Noriko Hamaguchi, com 23 pontos, e Mutsuko Nagata, com 21.

"Estávamos preocupados com o Japão, mas vencemos com placar centenário. Tivemos aproveitamento de 100% nos lances-livres (8 em 8), 63% nas cestas de dois (45 em 72) e 55% nos três pontos (10 em 18), o que me deixa muito satisfeito", comentou o técnico Antonio Carlos Barbosa.

O segundo período representou muito bem o que foi o jogo: o Brasil marcou 36 pontos e só permitiu que o Japão fizesse três, ainda assim só nos últimos 20 segundos. "Fizemos uma boa defesa, confundindo a cabeça delas. Forçamos os erros das japonesas e elas só marcaram três pontos no segundo período. Nós sempre sofremos contra os times asiáticos, mas hoje a história foi diferente", disse Alessandra.

O primeiro quarto de jogo foi o único equilibrado. Com as brasileiras ainda "assustadas" com a estréia olímpica, as japonesas se mantiveram perto no placar, fechando os primeiros dez minutos perdendo por apenas quatro pontos (26 a 22 para o Brasil). No segundo quarto, veio o passeio verde-amarelo, terminando 62 a 25.

O segundo tempo inteiro foi de testes para o técnico Barbosa. A armadora reserva Adrianinha jogou a maior parte do tempo e até Karla, a terceira da posição, entrou em quadra. A pivô Érika, que marcou 15 pontos, e a ala-armadora Vivian, que também foram pouco usadas nas partidas amistosas que antecederam os Jogos, ajudaram na vitória.

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