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15/08/2004 - 15h13
África do Sul leva ouro no 4x100 m e acaba com sonho de Phelps
Da Redação Em São Paulo
Com direito a quebra de recorde mundial, a medalha de ouro no revezamento 4x100 m livre masculino ficou com a África do Sul, o que pode ser considerada a primeira grande zebra da natação nos Jogos Olímpicos de Atenas.
 | | | Com a derrota, Phelps não pode mais bater o recorde de Mark Splitz | Os sul-africanos dominaram a prova do começo ao fim e, em nenhum momento, foram ameaçados pelos rivais.
A equipe, composta por Lyndon Ferns, Ryk Neethling, Roland Mark Schoeman e Darian Townsend, completou a prova em 3min13s17, baixando em meio segundo o antigo recorde mundial da distância, que era de 3min63s67 e pertencia à Austrália.
Em segundo lugar chegou a equipe da Holanda, formada por Pieter van den Hoogenband, Johan Kenkhuis, Mitja Zastrow e Klaas-Erik Zwering, com o tempo de 3min14s36.
Os EUA, favoritos ao ouro ao lado da Austrália, acabaram em terceiro, com 3min14s62. Nadaram pela equipe norte-americana Ian Crocker, Michael Phelps, Jason Lezak, Neil Walker.
Com o resultado, os Estados Unidos completam duas Olimpíadas consecutiva sem medalha de ouro nesse revezamento. Antes de Sydney-2000, a equipe norte-americana tinha a hegemonia dessa prova.
A decepção da prova, chegando apenas na sexta posição, foi a equipe australiana, que defendia a condição de campeã olímpica, conquistada há quatro anos.
O resultado da prova acaba com o sonho do norte-americano Michael Phelps de conquistar oito medalhas de ouro e superar o recorde de seu compatriota Mark Spitz, que ganhou sete medalhas em Munique-1972.
Mesmo assim, Phelps ainda pode igualar o recorde de Spitz. Ele ainda tentará ouro nos revezamentos 4x200 m livre e 4x100 medley, nos 100 m e 200 m borboleta, nos 200 m livre e nos 200 m medley.
Na final, os EUA competiram com três atletas que não disputaram as eliminatórias, inclusive Phelps. O time das provas da manhã era composto por Gabe Woodward, Nate Dusing, Neil Walker e Gary Hall Jr.
A participação de Phelps na equipe causou até certos desentendimentos, em especial com Gary Hall, que defendia o afastamento do jovem fenômeno do time. Para Hall, Phelps não poderia integrar a equipe por não ter conquistado índice olímpico dos 100 m livre na seletiva norte-americana. Mesmo assim, ele tem o segundo melhor tempo do ano entre os americanos.
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