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16/08/2004 - 15h36
Brasil mostra conjunto e vence a segunda em Atenas
Murilo Garavello Enviado especial do UOL Em Atenas
 | | | Banco do Brasil comemora ponto; veja álbum com as melhores fotos do dia | O primeiro e o segundo quartos foram de Helen, o terceiro, de Janeth e o último, de Iziane. A vitória? Bem, a vitória foi do Brasil, que, além de bater a Grécia por 87 a 75 ainda mostrou que não depende apenas de uma ou duas jogadoras.
Na segunda partida da seleção feminina de basquete nos Jogos de Atenas, o conjunto superou as individualidades. Não apenas Helen, Iziane ou Janeth, mas todas as atletas foram importantes em algum momento do jogo. Prova disso foi que todas as jogadoras, menos a pivô Kelly, que jogou pouco -e muito mal, sendo repreendida aos berros e gestos largos pelo técnico Barbosa-, e a ala Silvinha, que não entrou, pontuaram.
Nem mesmo um susto, no terceiro quarto, mudou isso. Mesmo com meio time reserva em quadra no início do quarto período, o Brasil virou o jogo, empurrado pela velocidade de Adrianinha, a impetuosidade de Iziane e força de Leila.
Após a vitória por 128 a 62 sobre o Japão, a maior da história olímpica, a seleção entrou não entrou em quadra com a mesma intensidade. Empurradas por sua torcida, as gregas começaram na frente no placar e mantiveram o jogo empatado até o finalzinho do primeiro quarto.
 | | | Helen comemora: armadora marcou seus 18 pontos no primeiro tempo | A armadora Helen, porém, estava perfeita. Ela fez sua terceira bola de três do período e colocou o Brasil cinco pontos na frente. No último lance do quarto, Janeth acertou uma bola do meio da quadra, dando oito pontos de vantagem para a seleção. Ela já tinha acertado uma bola muito parecida em Sydney-2000.
No começo do segundo período, o time do técnico Antonio Carlos Barbosa aumentou ainda mais a diferença, chegando a 11 pontos. As reservas entraram em quadra, a ala Leila e a armador Karla acertaram bolas de três, mas a precisão grega venceu a parcial. Fazendo 24 a 23 no quarto, a Grécia foi ao intervalo perdendo por 50 a 43.
A Grécia voltou ao segundo tempo com uma postura diferente, ainda marcando por zona, mas pressionando a armadora. O Brasil ficou completamente perdido e teve dificuldades para pontuar. A seis minutos do final, com uma bola de três de Kostakis, a Grécia chegou à igualdade.
Com quatro minutos para o final, a Grécia chegou à frente do placar. Os arremessos das brasileiras, incluindo Helen, que estava com a mão certeira no primeiro tempo, pararam de cair. Para piorar, as pivôs gregas passaram a lutar muito pelo rebote, contrastando com a apatia das pivôs brasileiras.
Foi nesse momento que a experiência de Janeth fez a diferença. Mesmo com as gregas jogando muito melhor, a ala assumiu a responsabilidade e manteve o Brasil no jogo, marcando sete pontos seguidos para a equipe. Após um quarto equilibrado, o placar ficou em 64 a 64.
O último período marcou uma mudança radical no Brasil. Sem três titulares (Alessandra, Cíntia e Helen), a equipe voltou a lutar debaixo da cesta, as bolas de três voltaram a cair e a seleção voltou a jogar em contra-ataque. Com a armadora Adrianinha puxando o time e a ala Iziane defendendo muito e fazendo infiltrações que desnortearam a defesa grega, -fez oito pontos no período-, o Brasil fez 14 pontos seguidos e deixou a Grécia sem marcar nenhum ponto nos primeiros três minutos e 50 segundos do quarto. A partir daí, atuando com intensidade, a seleção não perdeu mais o controle da partida.
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