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17/08/2004 - 16h41
Potências, Cuba, Rússia e EUA mantêm 100% no boxe
Da Redação Em São Paulo
As três maiores potências do boxe olímpico, Estados Unidos, Cuba e Rússia, estão invictas em Atenas-2004. Após quatro dias de disputas e oito categorias disputadas, os 14 boxeadores do trio que subiram ao ringue estão classificados para a segunda rodada.
Nesta terça-feira, na primeira rodada dos pesos mosca e galo, o destaque foi o campeão olímpico dos galos Guillermo Rigondeaux, que venceu o chinês Liu Yuan por 21 a 7. Além dele, o mosca Yuriorkis Gamboa bateu o moldávio Igori Samoilenco por 46 a 33.
Com eles, já são seis vitórias de lutadores da ilha de Fidel no torneio. Cuba é o segundo maior vencedor das Olimpíadas, com 27 medalhas de ouro e 47 no total.
"Eles estão muito acima dos outros. É o boxe mais bonito da Olimpíada. Os cubanos conseguem unir velocidade e técnica", diz, impressionado, o técnico da equipe brasileira de boxe, Gabriel de Oliveira.
Os russos não ficam atrás. Terceiros no ranking de medalhas do esporte (14 ouros em 51), eles já venceram cinco lutas. Nesta terça-feira, foi a vez do mosca Georgy Balakshin, que venceu o argeliano Mebarek Soltani por 26 a 15.
Os Estados Unidos, maior potência do boxe com 47 títulos olímpicos em 106 medalhas, começaram bem sua luta para acabar com o jejum de ouros. Em Sydney-2000, os pugilistas norte-americanos voltaram, pela primeira vez desde Londres-1948, sem um campeão olímpico. Nesta terça, quem subiu ao ringue foi o mosca Ron Siler, que passou pelo austríaco Bradley Hore por 32 a 18.
Com muito menos tradição, só ganhou uma medalha olímpica, o bronze de Servílio de Oliveira no México-1968, o Brasil tem dois lutadores na segunda rodada. O meio-médio ligeiro Alessandro Matos passou direto pela primeira fase e pena Edvaldo de Oliveira, o Badola, venceu o porto-riquenho Carlos Velazquez. Eles são os únicos remanescentes da equipe de cinco lutadores que foi à Atenas.
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