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17/08/2004 - 17h55
Em jogo eletrizante, Brasil vence a Itália e mantém invencibilidade

Da Redação
Em São Paulo

A Itália sonhava com a revanche, mas vai dormir com o mesmo sentimento de derrota da última vez que enfrentou o Brasil. Nesta terça-feira, a seleção brasileira mostrou por que é considerada a favorita à medalha de ouro no torneio masculino de vôlei dos Jogos Olímpicos de Atenas ao derrotar os italianos por 3 sets a 2, com parciais de 25-20, 15-25, 25-16, 21-25 e 33-31, em uma hora e 57 minutos, no jogo mais emocionante do campeonato.

AFP 
Brasil e Itália fazem o jogo mais emocionante da Olimpíada; veja fotos
O resultado ainda deixa engasgada para os italianos a derrota na final da Liga Mundial, em Roma, no mês passado. E coloca a seleção brasileira na liderança isolada do grupo B da Olimpíada. O time comandado pelo técnico Bernardinho chegou a quatro pontos e ficou em situação privilegiada no torneio, uma vez que os quatro primeiros colocados de cada grupo avançam à segunda fase.

Antes da partida, Bernardinho apontava o saque como fator determinante para o vencedor do confronto. E ele estava certo. Quando conseguiu encaixar o serviço, a seleção foi soberana, não dando chance à defesa italiana. Entretanto, em vários momentos da partida o saque brasileiro sumiu, fazendo com que a Itália subisse de rendimento.

Além disso, o Brasil soube controlar os nervos nos momentos decisivos. No tie-break, as duas seleções se alternaram na liderança do marcador, perdendo diversas chancer de fechar o confronto. No final, o Brasil acabou levando a melhor, mantendo a invencibilidade de mais de um ano em jogos oficial -a última derrota aconteceu nas semifinais dos Jogos Pan-Americano de Santo Domingo, para a Venezuela, em agosto de 2003.

Giba foi o maior pontuador do jogo, colocando 26 bolas no chão. Do lado italiano, quem mais apareceu foi Cernic, com 20 pontos. O astro Pappi teve atuação apagada, marcando apenas 11 pontos.

Na próxima rodada, o Brasil vai ter que acertar o saque de novo se quiser vencer. A seleção vai enfrentar a Holanda, rival na decisão da Olímpiada de Barcelona-1992. Já a Itália pega a Austrália.

O jogo
O saque foi fundamental para o Brasil ganhar o primeiro set. Logo no começo André Nascimento marcou dois aces seguidos e deu uma vantagem de 6-4 para a seleção. A Itália passou na frente, mas um ataque de meio de Giba recolocou o Brasil na ponta (9-8).

A partir daí, os jogadores da seleção forçaram o saque no líbero italiano Pippi. E a tática deu resultado. Só no primeiro set, o Brasil marcou sete aces. A parcial foi fechada em 21 minutos, com um ataque de André Nascimento.

Divulgação 
O técnico Bernardinho se desespera com a seleção brasileira no jogo contra a Itália
No segundo set, a situação mudou. O Brasil voltou irreconhecível e permitiu o domínio da Itália. Errando bastante, a seleção em nenhum momento ameaçou o rival. A Itália aproveitou o mau momento do Brasil para abrir vantagem. Sartoretti, bloqueando André Nascimento, fez 6-2 para os italianos. Nem o tempo pedido por Bernardinho salvou a seleção.

Os erros se repetiram, e a Itália disparou no placar com uma falha na recepção de Giba (16-9), um ataque de Dante invalidado porque o brasileiro pisou na linha (22-14) e dois ataques seguidos para fora, de Giba e Anderson (24-15).

Com um ace, os italianos fecharam em 25-15. E os números provam que o Brasil simplesmente não jogou o set. A seleção terminou a parcial sem conseguir um ace ou marcar um ponto de bloqueio.

No terceiro set, o Brasil controlou os nervos e voltou a se impor. O saque melhorou, embora não repetisse a eficiência do primeiro set. Mas o bloqueio fez a diferença. O primeiro ponto da parcial foi marcado no fundamento.

Com o ataque preso, foi a vez da Itália se descontrolar. Em pouco tempo a seleção brasileira já tinha uma grande vantagem. E os erros italianos se sucederam até o Brasil abrir seis pontos de vantagem (16-6). Depois, foi só controlar a diferença para fechar em 25-16.

O quarto set começou complicado para o Brasil. Foi a vez da Itália forçar o saque com Pappi e Mastrangelo, abrindo logo 8-2. A seleção não melhorou, e Bernardinho resolveu arriscar. Perdendo por 14-6, o técnico tirou de uma só vez André Nascimento, Giba e Dante para as entradas de Nalbert, Anderson e Giovane.

As mudanças surtiram efeito e o Brasil diminuiu a diferença de 21-12 para 23-21. Entetanto, foi insuficiente para evitar o tie-break, já que a Itália ganhou a parcial por 25-21.

No quinto set, Bernardinho resolveu deixar em quadra Nalbert e Anderson. Mas foi a Itália quem saiu na frente, abrindo dois pontos de vantagem (4-2) com um ace de Mastrangelo. O Brasil só conseguiu o empate após o tempo técnico, com um ataque de Giba. Na sequência, bloqueio de Ricardinho e Gustavo colocaram a seleção na frente (9-8).

A Itália voltou a liderar o placar com um ace de Mastrangelo. Mas por pouco tempo. Após bom saque de Ricardinho, Giba aproveitou um levantamento do líbero Escadinha para marcar (12-11). O próprio Giba, com um ace, deixou o Brasil a um ponto da vitória, mas a Itália salvou os dois match points.

Os italianos salvaram outros dois match points antes de Mastrangelo colocar no chão e dar a vantagem aos europeus. Giba recuperou a vantagem para o Brasil, e a seleção desperdiçou dois lances para fechar. Depois de um ataque de Nalbert para fora, foi a vez da Itália ter a chance de definir a partida.

Anderson, com um ace, recuperou o match point para o Brasil. Na sequência, o oposto atacou para fora e devolveu a vantagem para a Itália. Depois de uma troca intensa de pontos, Nalbert deu de novo à seleção brasileira a chance de fechar a partida. E no ponto mais disputado do jogo, o bloqueio do Brasil funcionou para dar a vitória no set por 33 a 31.

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