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18/08/2004 - 15h37
Gigantes russas acabam com invencibilidade do Brasil

Da Redação
Em São Paulo

EFE 
Estepanova, 15 pontos no primeiro tempo, acabou com a defesa brasileira; veja fotos
O pior pesadelo do técnico Antonio Carlos Barbosa para a partida entre Brasil e Rússia se tornou realidade nesta quarta-feira. Aproveitando a vantagem de altura, as atuais campeãs européias venceram a seleção brasileira por 77 a 67.

O resultado deixa as duas equipes empatadas na segunda posição, com duas vitórias e uma derrota. Na sexta-feira, as brasileiras enfrentam a Nigéria e a Rússia pega o Japão. Foi o primeiro adversário forte que o Brasil enfrentou em Atenas. Antes, venceu com facilidade o Japão e passou pela Grécia.

A vitória russa é uma resposta às duas vitórias do Brasil em Olimpíadas anteriores. Em Atlanta-1996, na primeira fase, o Brasil venceu por 82 a 68. Nas quartas-de-final em Sydney, a vitória por 68 a 67 foi a mais importante na campanha da medalha de bronze.

Concentrando o jogo na pivô Maria Estepanova, de 2,03 m, a Rússia abriu 18 pontos no primeiro tempo, garantindo a vitória. No segundo, a seleção melhorou, mas o rendimento ruim dos arremessos de três pontos sepultaram o time.

"Erramos muito na marcação. Não fizemos um jogo tão ruim. Tivemos um momento muito bom, mas reagimos tarde demais", lamentou a pivô Alessandra, que marcou só sete pontos no jogo. "Esse resultado complica muito. Não vamos sair do primeiro do grupo. Agora, é pensar no próximo adversário e tocar a bola para frente", completou.

A Rússia aplicou marcação individual durante todo o jogo e as armadoras brasileiras tiveram problemas para achar jogadoras livres para o chute. Quando optavam pela infiltração, as pivôs russas fechavam o caminho para a cesta, tornando cada ponto difícil.

O começo do jogo foi um desastre. Com dois minutos, Janeth escorregou ao tentar uma infiltração e sentiu a perna perna direita. Ela voltou à quadra, e foi a cestinha brasileira, com 19 pontos. Veterana de 34 anos, ela chegou à Atenas com uma contratura na costas, lesão que não a atrapalhou nas primeiras partidas.

Enquanto isso, Stepanova fazia a festa no garrafão. Alessandra, Cíntia Tuíu, Érika e Leila se revezaram na marcação da gigante, sem sucesso. As russas terminaram o primeiro quarto com quatro pontos na frente, 21 a 17, vantagem discreta para o que aconteceria no segundo quarto.

Sem acertar bolas de longe e com problemas para infiltrar na defesa russa, as brasileiras foram ficando atrás do placar. Quando a Rússia fez 36 a 22, Stepanova foi para o banco, com 15 pontos (ela não marcou no segundo tempo) e sete rebotes. Mesmo sem sua principal jogadora, as européias chegaram ao intervalo com 18 pontos na frente, 46 a 28.

Na volta do vestiário, o Brasil voltou ao jogo. Com as pivôs segurando Stepanova e o ataque finalmente achando espaço na defesa russa. Em pouco mais de cinco minutos, a vantagem, que chegou a 20 no começo do período, chegou a oito pontos.

A diferença no placar, porém, se manteve na casa de dez pontos. Sempre que o Brasil tinha a chance de diminuir, a defesa russa funcionava, as jogadoras brasileiras ficavam presas na defesa ou davam um passe a mais. Com isso, um jogo que poderia chegar ao quarto período equilibrado teve a Rússia entrando nos últimos dez minutos com 15 pontos de vantagem, 63 a 48.

O quarto período novamente teve uma reação brasileira. Com Érika no lugar de Alessandra, Adrianinha como titular da armação e Janeth comandando os contra-ataques, o Brasil tirou dez pontos e fez 67 a 62. Foram quatro ataques seguidos das russas, incluindo um estouro do cronômetro, sem cesta.

A dois minutos do final, o Brasil teve a chance de diminuir a vantagem para quatro pontos, mas, após erro, as russas aumentaram a vantagem para oito. A 28 segundos para o final, Cíntia Tuiú sepultou a seleção, com um passe muito alto para Iziane.

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