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19/08/2004 - 16h40
Daniele Hypólito consegue melhor resultado do Brasil no individual

Da Redação
Em São Paulo

Sem chances de conquistar medalha, Daniele Hypólito e Camila Comin entraram no Ginásio Olímpico de Atenas para disputar a final do individual geral de ginástica artística com a intenção de superar marcas pessoais. E conseguiram. Nesta quinta-feira, superaram a melhor marca da história do Brasil na competição.

Flavio Florido/Folha Imagem 
Daniele Hypólito se apresenta na trave
Daniele Hypólito foi a 12ª colocada, com 36,961 pontos. Camila Comin terminou em 16º lugar, com 36,094 pontos. O título ficou com a Carly Patterson (38,387 pontos), seguida pela veterana russa Svetlana Khorkina e pela chinesa Zhang Nan.

A melhor participação de uma brasileira no individual geral (que reúne os quatro aparelhos: solo, trave, barras assimétricas e salto sobre o cavalo) havia sido em Sydney-2000, com o 20º lugar de Daniele Hypólito. "Agora é continuar treinando para melhorar esses resultados", disse Daniele Hypólito logo após a final.

Apesar do bom resultado, Daniele Hypólito tirou uma nota melhor do que em Sydney. Na Austrália, ela terminou a final com 37,337. Se repetisse o desempenho, conseguiria a oitava colocação em Atenas. Até mesmo na fase de classificação, a nota foi maior: 37,086.

Na final, assim como na fase classificatória, o salto sobre o cavalo foi o calcanhar de Aquiles de Daniele Hypólito. A brasileira fez uma prova muito ruim, e conseguiu apenas a nota 8,825, a pior entre todas as ginastas. A redenção, mais uma vez, veio nas barras assimétricas. Ela fez a oitava melhor nota entre as 24 participantes, com 9,562 pontos.

As assimétricas também foram fundamentais para que Camila Comin ficasse em 16º lugar. A brasileira tirou 9,437 no aparelho, e apagou as atuações ruins na trave (8,525) e no solo (8,925).

Domínio americano
Com o título de Patterson, os Estados Unidos assumiram a liderança do quadro geral de medalhas, desbancando a China pela primeira vez desde que os Jogos de Atenas começaram.

Há 20 anos os Estados Unidos não ganhavam o ouro no individual geral feminino. A última conquista havia sido de Mary Lou Retton, em Los Angeles-1984.

Em Atenas, entretanto, foi à forra. Além do título de Patterson, os Estados Unidos também comemoraram a medalha de ouro de Paul Hamm no individual masculino. Por equipes, o país conquistou a prata tanto entre os homens quanto entre as mulheres.

A conquista de Patterson aconteceu no solo. Com uma atuação fantástica, a norte-americana tirou nota 9,712, contra apenas 9,512 de Khourkina. O resultado é melhor do que o 9,637 conseguido por Daiane dos Santos no aparelho nas eliminatórias. Para a sorte da brasileira, a norte-americana não se classificou para a final do solo.

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