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20/08/2004 - 11h06
Corte de Arbitragem cria "serviço express" em Atenas
Das agências internacionais Em Atenas (Grécia)
A Corte de Arbitragem do Esporte (CAS), órgão independente ao COI que julga, em última instância, os apelos relacionados ao esporte, criou um serviço rápido em Atenas. Para que as decisões polêmicas das Olimpíadas não levem meses para ser julgadas, o CAS escalou 12 de seus membros para trabalhar na Grécia.
Eles estão em um hotel no centro da cidade e garantem que, em 24 horas, terá repostas para apelos. Até agora, já foram julgados pelo serviço rápido do CAS cinco casos. O tribunal rejeitou os apelos do boxeador queniano David Munyasia, pego com doping, do dirigente búlgaro Ivan Slavkov, suspenso por suspeita de corrupção, e de dois remadores canadenses, desclassificados em uma bateria.
O CAS também manteve a exclusão de um cavaleiro das provas de CCE e a suspensão da velocista norte-americana Torri Edwards por doping. "Nenhum outro órgão no mundo tem um serviço como esse. Casos que poderiam se arrastar por meses ou até ficar sem uma definição são resolvidos na hora. O esporte nunca teve nada assim", disse um dos responsáveis pelos julgamentos, o canadense Richard McLaren.
A cada apelo enviado ao tribunal, o CAS aponta três responsáveis pelo caso, que analisam os argumentos, conduzem audiências e dão o parecer final. "Ter um time pequeno aqui permite que o serviço seja rápido e, em 24 horas, saia uma decisão", disse o secretário-geral da entidade, o suíço Matthieu Reeb.
O próximo caso julgado pelo CAS deve ser, novamente, no hipismo. França, Reino Unido e Estados Unidos anunciaram que vão apelar contra a decisão de manter a medalha de ouro no CCE para a Alemahha. Uma das cavaleiras, Bettina Hoy, teria cometido uma irregularidade na prova. Chegou a ser punida, mas a organização retirou a pena logo depois e confirmou o ouro para a Alemanha.
Desde as Olimpíadas de 1996, o CAS monta o escritório de serviço rápido na sede olímpica. Em Atenas, seis casos foram julgados. Em 1998, nos Jogos de Inverno do Japão, foram cinco. Sydney-2000 marcou o recorde até agora, com 15. Os Jogos de Inverno de Salt Lake City tiveram apenas sete.
Entre os principais casos que o "tribunal express" julgou esta a medalha de ouro da ginástica artística em Sydney-2000. A romena Andreea Raducan, campeã do individual geral, foi pega com uma substância proibida, inocentada pelo COI, mas punida pelo CAS.
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