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20/08/2004 - 17h52
Passeio sobre a Nigéria vale vaga nas quartas-de-final
Da Redação Em São Paulo
 | | | Iziane foi a cestinha, com 26 pontos | Jogar bem para quê? O Brasil nem precisou se esforçar nesta sexta-feira para vencer a Nigéria por 82 a 63. Desperdiçando muitas bolas no ataque e jogando com uma defesa fraca, a seleção conquistou a vaga antecipada para as quartas-de-final do torneio feminino de basquete nos Jogos de Atenas.
"O Brasil errou bolas fáceis e teve alguns momentos de instabilidade. Mas a equipe soube buscar o caminho da vitória com jogadas de contra-ataque e, com a bola dominada, procurar o melhor momento para o arremesso", disse o técnico Antonio Carlos Barbosa.
Agora, o time enfrenta a Austrália, no próximo domingo, para definir em que posição passa no grupo A. Se vencer, ainda pode ficar com o primeiro lugar na chave. Outro time que briga por um dos dois primeiros lugares do grupo é a Rússia, que, assim como o Brasil, tem três vitórias.
O terceiro lugar, porém, não é uma posição tão ruim. Caso passe atrás de Rússia e Austrália, o Brasil deve enfrentar a Espanha na próxima fase, mas, mais importante, evita confronto contra os EUA nas semifinais.
"Não existe essa história de entregar o jogo para acabar em terceiro no grupo e não enfrentar os Estados Unidos na semifinal. O objetivo é ganhar", avisou a ala Iziane.
A veterana Janeth e a novata Iziane voltaram a desequilibrar. Únicas do Brasil que jogaram mais de 30 minutos, as duas compensaram pelas suas companheiras apagadas e marcaram, juntas, 45 pontos. Janeth fez 21 e roubou três bolas. Iziane fez 24 e deu seis assistências. "Tive sorte de puxar alguns contra-ataques que terminaram em cesta", disse a novata.
O primeiro quarto foi o melhor do Brasil. Com Iziane inspirada, Alessandra lutando no garrafão e Helen ditando o ritmo, a seleção fez 33 pontos e abriu 11 de vantagem A partir do segundo período, com Barbosa já rodando suas jogadoras e usando muito a pivô Kelly, que jogou pouco nas Olimpíadas, o rendimento caiu.
No terceiro período, o Brasil só marcou 11 pontos, contra 12 das nigerianas. A dupla da WNBA, Udoka e Amachree, manteve as campeãs africanas no jogo. A primeira marcou 17 pontos e a segunda, 16. "A Nigéria jogou sem compromisso e se tornou um adversário perigoso", analisou Barbosa.
O último período começou com o time titular do Brasil em quadra, novamente com Helen e Alessandra, mas a ineficiência continuava. Sorte das brasileiras que a Nigéria, já eliminada, também era inefetiva. Com isso, as brasileiras aumentaram a vantagem. O jogo terminou com uma bela cesta da armadora Helen, no estouro do cronômetro.
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