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20/08/2004 - 13h52
Ainda jogando mal, EUA vencem Japão e passam às semifinais
Da Redação Em São Paulo
Ainda jogando muito mal, os Estados Unidos venceram nesta sexta-feira a fraca seleção do Japão por 2 a 1 -com um gol esdrúxulo e outro que nasceu de um erro da zaga adversária- e se classificaram às semifinais do torneio de futebol femininol. O jogo foi em Tessalônica, segunda mais importante cidade grega, a 517 km de Atenas.
 | | | Mio Otani (11) e Brandi Chastain, em disputa de bola; veja álbum | Com a classificação, os EUA pegam na próxima segunda-feira a seleção da Alemanha, que venceu por 2 a 1, de virada, a Nigéria.
EUA e Alemanha já haviam ido às semifinais em Sydney-2000. As alemãs perderam para a Noruega e ganharam do Brasil na disputa pelo bronze. As norueguesas bateram as norte-americanas na final e ficaram com o ouro.
Assim como nos jogos da primeira fase contra Brasil e Austrália, os Estados Unidos não foram contra o Japão nem sombra do time que foi ouro olímpico em Atlanta-1996, prata em Sydney e campeão mundial em 1999.
Com pouca inspiração, as jogadoras dos EUA pouco ameaçaram a defesa do Japão, time que ocupa a 13ª posição no ranking da Fifa, no qual as norte-americanas estão em 2º, atrás da Alemanha.
O gol dos EUA só saiu aos 42min do primeiro tempo. Num cruzamento da esquerda, a zagueira japonesa tentou tirar a bola da área com um chutão. A bola rebateu em várias jogadoras que estavam na área e sobrou para a veterana meio-campo Kristine Lilly, que chutou para o gol.
Lilly, de 33 anos, atuou em todos os minutos das partidas em Atlanta e Sydney, mas só havia marcado até hoje um gol em Olimpíada, contra a Nigéria, em 2000.
No segundo tempo, a defesa norte-americana cometeu falha grotesca, e o Japão empatou logo a 2min. A meio-campo Emi Yamamoto cobrou uma falta na lateral direita, ninguém desviou o cruzamento, a goleira Scurry não se mexeu, e a bola entrou no canto direito do gol.
A vitória dos EUA foi definida aos 12min. Num cruzamento da esquerda, a zaga japonesa fez a "linha burra" (em que as jogadoras se movem para a frente na tentativa de deixar as atacantes em impedimento), mas a bandeirinha brasileira Ana Paula de Oliveira não marcou a infração, e a juíza Sílvia Regina (também brasileira) mandou o lance seguir. Shannon Boxx recebeu livre na área e passou para Abby Wambach, que, livre, completou para o gol.
O replay na TV deixa dúvidas sobre a decisão da bandeirinha brasileira de não marcar impedimento.
A estrela dos EUA, a atacante Mia Hamm, ainda teve algumas chances, mas sem levar muito perigo ao gol japonês.
Num torneio com dez times, dos quais oito passaram às quartas-de-final, o Japão ficou em último no seu grupo, mas se classificou por ser o segundo melhor terceiro colocado. Venceu na estréia a Suécia, atual vice-campeã mundial, e perdeu para a Nigéria.
Os EUA ficaram em primeiro no seu grupo, mas sem convencer. As norte-americanas venceram na estréia as gregas por 3 a 0. Depois ganharam do Brasil por 2 a 0, num jogo em que as brasileiras foram superiores em campo. Por fim, empataram com a Austrália.
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