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20/08/2004 - 12h30
Personalidade em Atenas, Doda disputa Olimpíadas "em casa"

Murilo Garavello
Enviado especial do UOL
Em Atenas (Grécia)

Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, é um dos nomes olímpicos estrangeiros mais conhecidos dos gregos. Muitos o param nas ruas de Atenas, desejam sorte. Quando se fala do Brasil, até mesmo os taxistas que mal sabem onde fica o país dizem "Doda". Tamanho assédio, entretanto, não foi despertado por títulos ou resultados do brasileiro, que já ganhou duas medalhas olímpicas. É que Doda, há mais de dois anos, namora a única herdeira da família Onassis, Athina -filha de Cristina, neta de Aristóteles, o bilionário.

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Doda conversa com a namorada Athina
O interesse é tamanho que, nesta sexta-feira, o Comitê Olímpico Brasileiro agendou uma entrevista com o cavaleiro para a imprensa internacional -tratamento que nem Gustavo Borges, Gustavo Kuerten, Robert Scheidt ou Daiane dos Santos mereceram. Compareceram três redes de TV gregas, correspondentes de jornais da Espanha, Inglaterra e da própria Grécia e um radialista português.

Todos os jornalistas estrangeiros presentes tentaram disfarçar. Fizeram perguntas sobre o hipismo: chances brasileiras, situação do cavalo com o qual irá competir, as instalações hípicas de Atenas, os favoritos a medalha. Após descontraírem o entrevistado, veio o assunto que, na realidade, todos queriam abordar: Athina.

Já acostumado, Doda respondeu com paciência e elegância a todos os questionamentos. E revelou que Athina só estará na Olimpíada no dia 26 -e isso se ele, Doda, passar à final individual dos saltos. Será a primeira vez que a companheira não estará a seu lado em uma competição desde que iniciaram o relacionamento. "Os gregos têm um carinho muito grande por ela e, já faz tempo, por mim. Se ela estivesse aqui, acabaria me atrapalhando. Porque, onde ela vai, querem tirar fotos, conversar. E eu me preocuparia com ela, desviando meu foco, que tem de ser nos cavalos e na Olimpíada".

Para o cavaleiro, o assédio dos gregos -mais carinhoso que invasivo -não incomoda. O brasileiro diz sentir-se praticamente em casa em Atenas -mais do que em qualquer outro país que não o Brasil ou a Bélgica, onde mora com Athina e sua filha Viviane, de quatro anos, proveniente de outro relacionamento.

"Os gregos nos tratam muito bem, sempre foi um assédio extremamente positivo. Não senti em nenhum momento um ciúme ou qualquer sentimento negativo do povo grego. Estão sempre alegres quando nos vêem, sempre têm uma palavra carinhosa. É impressionante, também, o respeito que a imprensa grega tem por ela (Athina). Nunca me colocaram em uma situação difícil", diz.

Para retribuir o carinho local, a Grécia será o local em que Doda e Athina passarão suas férias, três semanas depois do encerramento da Olimpíada. Antes, o brasileiro irá a Ucrânia e Rússia para competir em torneios agendados por seu patrocinador, o ucraniano Alexander Onyshchenko, dono de uma empresa de gás natural. Já no dia 27, viajará para Kiev. Na semana seguinte, estará em Moscou e, logo depois, em Kalingrado.

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