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20/08/2004 - 12h23
Meio-pesado conquista o ouro na categoria máxima do judô
Da Redação Em São Paulo
Assim como começou, o Japão terminou o torneio olímpico de judô fulminante. Logo no primeiro dia, os ligeiros Ryoko Tani e Tadahiro Nomura subiram ao lugar mais alto do pódio. Nesta sexta-feira, foi a vez dos pesados Keiji Suzuki e Maki Tsukada.
Em Atenas, os criadores da arte marcial disputaram nada menos do que 10 das 14 finais, conquistando oito ouros.
 | | | Suzuki derruba o russo Tamerlan Timenov na final dos pesados | No último confronto do dia, Keiji Suzuki provou que a técnica ainda se impõe sobre a força. O japonês é originalmente um meio-pesado (100 kg), mas nessa categoria o país possui nada menos do que Kosei Inoue, considerado o melhor judoca da história, por alguns especialistas.
Por ironia do destino, Inoue fracassou e se tornou o maior vexame dos tatames gregos, enquanto Suzuki aceitou o convite da Federação Japonesa de Judô para competir numa categoria acima e se consagrou.
Duelando com rivais muito mais altos e pesados, como o italiano Paolo Bianchessi (135 kg), Suzuki derrubou com golpes perfeitos quatro dos cinco adversários, inclusive o russo Tamerlan Timenov na final. Sem ter um título de relevância sequer entre os pesados, o japonês precisou de apenas 1min17s para aplicar um ippon no oponente (bronze no Mundial-2003 e em Sydney-2000).
Os bronzes ficaram com o holandês Dennis van der Geest e o estoniano Indrek Pertelson, que derrotaram o iraniano Seyed Mahmoudreza Miran e o italiano Paolo Bianchessi, respectivamente.
Pouco antes de sua decisão, a compatriota Maki Tsukada havia garantido o ouro também de maneira fulminante (bateu todas as adversárias por ippon).
Somente no judô, que foi introduzido no programa olímpico em Tóquio-68, o Japão conquistou em Atenas mais ouros do que em todas as modalidades em Sydney-2000, quando só obteve quatro medalhas douradas.
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