| |
21/08/2004 - 14h27
Itália elimina Mali e acaba com chance de 3º ouro africano
Da Redação Em São Paulo
A seleção de Itália derrotou Mali por 1 a 0 na prorrogação neste sábado, no estádio Karaiskaki, em Atenas, em jogo válido pelas quartas-de-final do torneio masculino de futebol. Com o resultado, os italianos alcançam a semifinal dos Jogos Olímpicos e vão fazer o clássico contra a Argentina.
 | | | Tamboura, de Mali, disputa lance com o italiano Giampiero Pinzi no meio-campo | Com a classificação italiana, cai a último representante da África na competição. Assim, o continente, que triunfou nos últimos dois Jogos Olímpicos (ouro com Nigéria em Atlanta-96 e Camarões em Sydney-2000), perde a chance de manter a hegemonia no evento.
Não é de hoje que as seleções africanas costumam dar trabalho à Itália em Olimpíadas. Na primeira fase dos Jogos de Seul, em 1988, os italianos caíram diante da Zâmbia por 4 a 0, num triunfo simbólico que marcou o começo da ascensão das equipes da África no cenário internacional do futebol.
Na primeira fase dos Jogos Olímpicos de Atenas, a seleção italiana já havia tido dificuldade em partida diante de uma equipe africana. Logo na estréia, o time do técnico Claudio Gentile (campeão do mundo pela Azzurra em 1982) arrancou um empate por 2 a 2 com Gana depois de estar dois gols atrás no placar.
No primeiro tempo, a Itália adotou uma postura defensiva, tentado atrair Mali para o campo de ataque e conseqüentemente explorar os contra-ataques. No entanto, os tricampeões mundiais acabaram acuados atrás e passaram a maior parte da primeira etapa contendo a pressão adversária.
 | | | Italiano Pelizzoli defende pênalti no primeiro tempo da partida em Atenas | Aos 32min, Mali teve a principal oportunidade de sair na frente do marcador, quando teve um pênalti a favor. Na cobrança de Diakite, Pelizzoli caiu bem no canto e fez grande defesa. No rebote, Ndiaye bateu forte e não marcou apenas porque o goleiro interceptou o disparo com os pés. Assim, os italianos foram para o intervalo no lucro, com a igualdade sem gols.
No segundo tempo, a Itália voltou melhor na partida, finalmente tomando a iniciativa de atacar. Com essa postura, aos 25min a Azzurra quase saiu na frente, quando Alberto Gilardino foi lançado em profundidade e desperdiçou o gol na frente do goleiro Bathily.
No entanto as duas equipes não conseguiram marcar durante o tempo regulamentar e a decisão foi para a prorrogação. No tempo extra, as duas equipes evitaram se expor e quase não arriscaram. Por sua vez, se faltou ousadia, sobrou violência, com muitos lances ríspidos e algumas discussões.
A única chance de gol do primeiro tempo foi perdida por Gilardino, que, livre, perdeu um gol de cabeça na pequena área. Na segunda etapa, a cinco minutos do fim, Cesare Bovo desviou cobrança de falta de André Pirlo de cabeça para fazer o gol da classificação.
Com nova igualdade sem gols, a vaga na semifinal acabou decidida nos pênaltis.
Itália Pelizzoli; Moretti, Ferrari, Bonera e Bovo; Donadel, Pinzi (Gasbaroni), Palombo e Pirlo; Gilardino e Sculli (Del Nero) Técnico: Claudio Gentile
Mali Bathily; Berthe, Tamboura, Kone e Coulibaly; Diallo, Sissoko, Kebe e Traore (Abouta); Ndiaye e Diakite (Sidibe) Técnico: Cheick Oumar Koné
Data: 21/08/2004 (sábado) Local: estádio Karaiskaki, em Atenas (GRE) Árbitro: Carlos Torres (PAR) Auxiliares: Wilson Reategui (PER) e Amelio Andino (PAR) Cartões amarelos: Donadel, Pinzi, Sculli, Bonera e Bovo (I); Kone e Sissoko (M) Gol: Bovo, aos 10min do segundo tempo da prorrogação.
|