| |
21/08/2004 - 05h38
Grael e Ferreira apostam em condições caseiras para vencer
Murilo Garavello Enviado especial do UOL Em Atenas
 | | | Torben Grael foi o porta-bandeira da delegação do Brasil na abertura dos Jogos | Prata em Los Angeles-1984. Bronze em Seul-1988. Ouro em Atlanta-1996. Bronze em Sydney-2000. Torben Grael, maior medalhista olímpico da história do Brasil -ao lado de Gustavo Borges- só não subiu ao pódio olímpico em Barcelona-1992. Em Atenas, aposta no fato de não ser favorito e de encontrar condições semelhantes às de seu local de treinamento para aumentar sua coleção de pódios.
Com currículo irrepreensível -que ainda registra participações na America`s Cup, a maior competição de vela do mundo-, Torben Grael foi o encarregado de carregar a bandeira brasileira na Olimpíada de Atenas. É considerado o mais completo velejador do país. Mesmo assim, seus últimos resultados na Star não o credenciam como favorito a medalha em Atenas. Para ele e seu parceiro, Marcelo Ferreira, isso é ótimo.
"Nesta temporada não tivemos um ano muito bom, mas pelo menos a America`s Cup terminou bem antes e deu tempo para fazer uma preparação bem melhor", diz Grael. "Estamos bem preparados para o que podemos encontrar em Atenas".
Torben Grael espera uma luta acirrada pelas medalhas. "Numa classe em que o campeonato Mundial tem 120 barcos, ter só 15 participando de uma Olimpíada significa que o nível é muito alto. É praticamente todo mundo com chances de medalha", afirma.
 | | | A dupla Torben Grael e Marcelo Ferreira foi medalha de bronze em Sydney-00 | "Esse negócio de favoritismo não ajuda em nada. Isso é bem melhor, nos dá mais tranqüilidade para trabalhar. Oito duplas podem conquistar o ouro e nós estamos nesse grupo. Não tivemos uma temporada boa, mas a vitória em Atenas, no ano passado, nos dá confiança", diz Ferreira.
O velejador, que não tem o biotipo de um esportista -é "gordinho" e não dispensa várias rodadas de cerveja, afirma que o local de competições em Atenas guarda diversas semelhanças com a que estão acostumados a treinar, no Rio de Janeiro. "A raia de atenas pode nos favorecer muito. quando o vento vem de terra, ele chega inconstante, rondado, formando pouca onda, condições são muito parecidas com as da Baia de Guanabara".
Em Atenas, Grael e Ferreira sagraram-se campeões da Semana Pré-Olímpica disputada no ano passado. Neste ano, entretanto, o retrospecto não favorece os brasileiros. Com um mastro quebrado, ficaram na 15ª posição no Mundial. Fizeram ainda um 11º lugar no Europeu, e um 21º na tradicional Semana de Spa.
|