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22/08/2004 - 05h52
Oleg decidirá série de Daiane na última hora
Murilo Garavello Enviado especial do UOL Em Atenas (Grécia)
Daiane dos Santos deverá executar nesta segunda-feira, na final do solo, o duplo-twist esticado. Entretanto, o técnico ucraniano Oleg Ostapenko, que comanda a seleção brasileira, dará a palavra final sobre a série de Daiane após o aquecimento para a prova, que terá início às 15h45 (horário de Brasília). A brasileira será a primeira das oito atletas a se apresentar.
 | | | Daiane dos Santos, em apresentação no solo no domingo passado; veja fotos | "Ela vem executando a série sem maiores problemas e está previsto que ela faça o duplo-twist esticado", afirma Eliane Martins, ex-árbitra da Federação Internacional de Ginástica (FIG) e chefe da delegação brasileira da modalidade em Atenas. "Mas o Oleg não vai arriscar em nada. Ele vai ver como ela se sente no dia da competição e vai usar sua intuição para ver o que é melhor. Se tiver chance de ela errar, ele vai optar por deixar essa acrobacia de lado".
A atleta quer usar o salto na final. "Estou super confiante. Nos últimos três dias executei o duplo-twist esticado e o duplo-twist carpado e vou usar os dois na série final. Só o fato de ser finalista já é uma vitória, porque mostra a evolução da ginástica brasileira, mas vou fazer de tudo para levar uma medalha", diz Daiane, embora a decisão final caiba mesmo ao treinador.
Eliane, que em julho declarou que Daiane "só perde para ela mesma", tamanho o grau de dificuldade de seus saltos e de sua superioridade acrobática sobre as concorrentes, agora prefere um discurso mais cauteloso. "Levará a medalha de ouro aquela que errar menos".
"Todas as principais concorrentes têm notas de partida dez. Não adianta você fazer uma série mais difícil, precisa acertar tudo", diz Eliane. "Para nós, qualquer medalha será um excelente resultado" -referindo-se ao fato de que nunca uma ginasta do país havia se classificado para a final de um exercício em uma Olimpíada.
Nas eliminatórias, Daiane cometeu alguns deslizes na terminação de seus saltos e tirou 9,637, ficando na terceira colocação. "A Daiane estava um pouco nervosa, a ansiedade fez ela cometer alguns errinhos. Mas agora ela está bastante tranqüila, na medida do possível".
A romena Catalina Ponor, que aparece como a mais forte rival da brasileira, foi a melhor na fase de classificação. Ela tirou 9,687. Na final por equipes -de que o Brasil ficou fora-, Ponor foi ainda melhor, conseguindo 9,750. Desde que ganhou a medalha de ouro no Mundial, com 9,737, Daiane obteve uma pontuação melhor que a romena apenas na etapa de Cottbus da Copa do Mundo: 9,762.
Na fase de classificação, Daiane perdeu também para a chinesa Cheng Fei, que registrou 9.650. Na final por equipes, Fei também melhorou sua pontuação: 9,662.
A ucraniana Alina Kozich, a espanhola Patricia Moreno, a canadense Kate Richardson, a romena Oana Ban e a norte-americana Mohini Bhardwaj são as outras finalistas do solo.
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