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23/08/2004 - 18h02
Brasil é derrotado pelos EUA e perde invencibilidade
Da Redação Em São Paulo
O Brasil foi derrotado nesta segunda-feira pelos Estados Unidos por 3 sets a 1, com parciais de 25-22, 25-23, 18-25 e 25-22, e perdeu a chance de fazer uma campanha invicta na primeira fase do torneio de vôlei masculino.
 | | | Atacante Giovane pára no bloqueio dos norte-americanos; veja fotos do dia | Perdeu também uma invencibilidade em jogos oficiais que vinha desde a derrota para a Venezuela na semifinal do Pan-Americano de Santo Domingo, em agosto do ano passado.
Mas o resultado não teve influência nenhuma na situação brasileira no grupo B, já que a seleção entrou em quadra com a primeira colocação garantida, graças à derrota da Itália para a Rússia pela manhã.
Nas quartas-de-final, o Brasil pega a Polônia, e os Estados Unidos enfrentam a anfitriã Grécia.
O jogo Sem precisar vencer, o técnico Bernardinho decidiu poupar os atacantes Nalbert (que se recupera de cirurgia) e Giba, mas manteve alguns titulares -como o levantador Ricardinho- na maior parte do tempo.
Desentrosado, o Brasil errou demais: a seleção marcou mais pontos de ataque (49 a 39), de bloqueio (15 a 6) e em aces (7 a 3) do que os Estados Unidos, mas cometeu 45 erros que resultaram em pontos para os norte-americanos.
No primeiro set, os norte-americanos forçaram bastante o saque e dificultaram o passe brasileiro. Em quadra, Giovane e Rodrigão fizeram cinco pontos cada um. Do outro lado, Millar e Salmon, com três pontos, foram os principais pontuadores. O set terminou em um erro de saque de Rodrigão.
No segundo set, Ricardinho começou abusando de bolas no meio-de-rede, tanto para André Heller como para Rodrigão. Não deu certo. Os EUA estavam bem no bloqueio -no set, marcaram três pontos usando esse fundamento.
Depois de sair na frente e manter pequena vantagem, os EUA permitiram o empate do Brasil com o placar em 14 a 14. Foi um momento em que o norte-americano Billings parou de acertar bolas de três (quando o jogador pula antes da linha dos 3 m) - no set, Billings marcou quatro pontos, e Priddy, seis.
Depois do empate em 14 pontos, o Brasil abriu 20 a 16, mas permitiu nova aproximação dos EUA e, após três erros de ataque seguidos de Anderson, os adversários viraram para 22 a 21. Bernardinho pediu tempo para esfriar a partida, mas já era tarde.
No terceiro set, Anderson se recuperou da má atuação no set anterior e foi o destaque do Brasil. O time esteve sempre na frente. Chegou a abrir 18 a 12, deixou o placar chegar a 20 a 16 e fechou em 25 a 18, com dois aces seguidos de Anderson.
No quarto set, com Maurício no levantamento, o Brasil chegou a abrir seis pontos de vantagem. Mas cometeu diversos erros e permitiu a virada dos EUA para 20 a 19. A partir dáí, os norte-americanos mantiveram a vantagem até fechar o set.
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