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24/08/2004 - 00h01
Veteranas do futebol vêem final como alívio
Por Fábio Seixas Enviado especial Da Agência Folha Em Atenas (Grécia)
Para quatro das 18 jogadoras da seleção, a garantia da prata é mais do que um prêmio. É um alívio. Formiga, Pretinha, Roseli e Tânia integravam a equipe brasileira que caiu nas semifinais em Atlanta e em Sydney.
 | | | Pretinha é remanescente do time que não passou da semifinal em 1996 e 2000 | Veteranas, sabem que Atenas-2004 era, provavelmente, a última chance de redenção. Nesta segunda, enfim, se redimiram.
"Saiu um peso dos nossos ombros. Só a gente sabe o que foi a luta, a batalha, o sofrimento dos últimos anos. Voltamos em baixa das últimas Olimpíadas e agora chegaremos de cabeças erguidas", afirmou a meia Formiga.
"Era tudo o que a gente esperava, e finalmente chegou", disse Roseli. 'Por isso deu aquela vontade de sair gritando, de sair comemorando. Mas logo nos acalmamos e vimos que ainda não conquistamos nosso objetivo."
"A diferença desse grupo para o de 2000 é a união. Deixamos todas as diferenças do lado de fora", completou a goleira Maravilha.
Não é apenas a união. Tanto no coletivo como no individual, a seleção vem se destacando nas estatísticas do torneio olímpico. Com o gol do jogo contra as suecas, o Brasil tornou-se, de forma isolada, o melhor ataque do torneio, com 14.
E a defesa também virou a menos vazada: Andréia tomou apenas dois gols. O Brasil tem ainda a artilheira, Cristiane, com cinco, empatada com a alemã Prinz.
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