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24/08/2004 - 17h49
Brasileiros vão mal, e equipe termina final na décima posição
Da Redação Em São Paulo
 | | | Com Baloubet, Pessoa zerou o primeiro percurso e fez nove pontos no segundo | O Brasil não repetiu o desempenho de Atlanta-1996 e Sydney-2000 e ficou apenas com a décima posição na prova de saltos por equipe das Olimpíadas de Atenas-2004. Nas duas edições anteriores dos Jogos, o time brasileiro ficou com a medalha de bronze.
A equipe já tinha conseguido sua classificação para Atenas de forma polêmica. No Pan-Americano de Santo Domingo, que servia como seletiva, o Brasil foi bronze, atrás de Estados Unidos e Canadá, mas tinha perdido a vaga para a Argentina porque a qualificação olímpica usaria todos os resultados dos cavaleiros brasileiros, sem descartes, diferente do Pan, que utilizava o descarte.
A confirmação de que o time iria competir na Grécia só veio no "tapetão", após um recurso na Corte de Arbitragem do Esporte (CAS).
Nesta terça-feira, nenhum dos brasileiros teve um resultado regular. Após a passagem da manhã, a equipe estava em sétimo lugar, com 16 pontos perdidos. Depois do segundo percurso, o time ficou com 53 pontos.
Bernardo Resende, o melhor no primeiro dia de disputas, acabou sendo o "vilão" do dia. Ele fez oito pontos por falta no primeiro percurso, mas foi eliminado no segundo.
Seu cavalo, Canturo, refugou duas vezes em frente a obstáculos. Da primeira vez, Resende levou quatro pontos de punição, fez a volta e passou pelo obstáculo. Na segunda, foi eliminado.
"É inútil encontrar respostas para o que aconteceu. Eu poderia falar que a luz atrapalhou, que o reflexo no obstáculo assustou o cavalo, mas seriam suposições. O cavalo do Bernardo é muito novo e se comportou assim hoje (terça). Pela manhã, ele foi bem, mas no segundo percurso, se comportou como a idade dele", disse o chefe de equipe, Luiz Rocco.
O cavalo de Bernardo Resende tem nove anos, de propriedade brasileira, que salta no exterior. O mais jovem da equipe é o Countdown, de Doda, com oito anos. Mariachi, de Luciana Diniz, tem 11 e Baloubet du Rouet, de Rodrigo Pessoa, 15.
Álvaro Afonso de Miranda Neto, o Doda, fez oito pontos na primeira pista e 12 na segunda. Luciana Diniz, única mulher do time, fez 13 na primeira passagem e 16 na segunda. "Estou muito desapontada com meu cavalo. Ele não reagiu como eu achava que ele iria reagir nesta noite", explicou Luciana.
Mariachi passou mal por causa do calor de Atenas e ficou dois dias na clínica veterinária para os cavalos olímpicos. "Ele estava muito cansado na segunda passagem", afirmou a amazona.
Rodrigo Pessoa já entrou na pista sem chances de medalha, precisando apenas se garantir na final individual, com os 45 primeiros. Mesmo com seu cavalo, Baloubet du Rouet, muito nervoso na segunda passagem, ele derrubou dois obstáculos, levou um ponto por tempo e terminou com nove pontos.
"Ele foi muito bem, apesar do tempo. Mas ele estava um pouco estressado após a passagem da manhã", conta Pessoa. Como ele tinha zerado na primeira passagem, deve garantir a vaga na decisão.
A Alemanha, mesmo desfalcada, garantiu o título olímpico antes de seu último cavaleiro, Ludger Beerbaum, entrasse na pista. Eles somaram 16 pontos nas três primeiras passagens, sem descarte. A medalha de prata dos EUA só foi decidida no desempate por tempo. A Suécia, que terminou com os mesmo 20 pontos, foi prata.
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