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24/08/2004 - 18h14
Brasil vence os EUA e está nas semifinais no feminino

Da Redação
Em São Paulo

No jogo mais tenso que realizou até agora, a seleção brasileira feminina de vôlei se garantiu nas semifinais do torneio olímpico ao derrotar os EUA por 3 sets a 2. A partida, realizado nesta terça-feira, teve parciais de 25-22, 25-20, 22-25, 25-27 e 15-6.

COB 
Brasil foi mais frio e errou menos no set decisivo; veja álbum de fotos
Nesta quinta-feira, o Brasil vai enfrentar a Rússia por uma vaga na decisão. Em Atlanta-1996 e Sydney-2000, a equipe obteve duas medalhas de bronze sob o comando de Bernardinho.

Em sua primeira Olimpíada tendo José Roberto Guimarães como técnico do feminino, o Brasil está a caminho do primeiro ouro a ser conquistado com uma equipe de mulheres.

O time chegou à fase eliminatória como único invicto no torneio. Os EUA, líderes do ranking mundial -o Brasil é vice-, fizeram uma campanha bastante irregular na primeira fase.

No mata-mata desta terça, parecia que o Brasil venceria por 3 a 0. No terceiro set, no entanto, a equipe não soube manter o controle da partida. Só na quinta e decisiva parcial a tranqüilidade voltou ao time. Mais experiente, o Brasil aproveitou as oportunidades geradas nas falhas das rivais e chegou a abrir 6 a 0.

O jogo
O Brasil conseguiu três pontos de vantagem logo no início do primeiro set (8 a 5), um deles em ponto de saque de Mari. A equipe norte-americana sofreu com o serviço brasileiro e não conseguia desenvolver suas jogadas. Haneef, a mais alta em quadra (2,00), era a mais acionada no time dos EUA, mas estava marcada por três jogadoras do Brasil.

Mari foi o nome da parcial. Fez oito pontos, os dois únicos de toda a partida no saque. A jogadora, no entanto, desperdiçou a chance de obter o set point, atacando para fora. Com o erros, os EUA encostaram em 23 a 20, mas o Brasil fechou a parcial no erro de saque dos EUA.

A seleção começou na frente o segundo set, mas em erros permitiu que os EUA empatassem (7 a 7). As equipes se revezaram na liderança, com os EUA bem posicionados na defesa, marcando Mari. O Brasil levou vantagem no bloqueio e conseguiu abrir três pontos de vantagem (20 a 17).

O set point veio com Érika, no contra-ataque. Com um ataque para fora, os EUA outra vez deram o ponto para o Brasil fechar a parcial.

O terceiro set foi equilibrado, com as duas equipes defendendo bem. O técnico Zé Roberto optou por deixar Mari no banco. Os EUA também optaram por substituição e colocaram Nnanami em quadra. Com facilidade para passar pelo bloqueio do Brasil, ela "levaria" seu país à vitória neste set.

Em erro, as brasileiras deram o 23º ponto para as adversárias. Em seguida, o ataque foi defendido pelos EUA e Nnamani decidiu, alcançando o set point (24 a 21). No bloqueio sobre Virna, os EUA fecharam a parcial em 25 a 22.

Nnamani continuou sendo o nome do jogo no quarto set, quando os EUA repetiram a história do terceiro e abriram dois pontos de vantagem (7 a 5). Mari voltou à quadra, mas foi muito pouco acionada.

Érika empatou o jogo em 15 a 15, surpreendendo a própria Nnanami com uma bola de meia-força no centro da quadra adversária. A norte-americana foi imediatamente sacada de quadra.

Walewska fez o primeiro ponto de bloqueio do Brasil e virou a parcial (20 a 19). Depois de um ataque de Sassá na rede, os EUA buscaram o empate em 23 a 23. Érika ficou no bloqueio e as adversárias tiveram o set point, mas o Brasil evitou o fim do set. As equipes se alternaram com oportunidades de fechar a parcial. A "sumida" Mari ficou no bloqueio norte-americano, no ponto que encerrou o set.

No tie-break, o time de Zé Roberto se encontrou e abriu 6 a 0, com Mari e Virna como principais destaques da equipe. A seleção soube administrar a vantagem, enquanto os EUA mostraram pouco controle no set decisivo. O match point veio no bloqueio de Mari. Virna fez o ponto que pôs o Brasil nas semifinais das Olimpíadas.

Na outra chave jogam Cuba e China, as finalistas de Sydney. Itália, EUA, Coréia do Sul e Japão estão eliminados.

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