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25/08/2004 - 19h13
Com ouro na praia, Brasil supera Argentina na história da Olimpíada
Murilo Garavello Enviado especial do UOL Em Atenas (Grécia)
Demorou, mas o Brasil conseguiu ultrapassar sua rival Argentina no quadro histórico de medalhas. Os "hermanos" não conseguem uma medalha de ouro há 52 anos, desde a longínqua Olimpíada de Helsinque quando o presidente platino ainda era Juan Domingo Perón, e o brasileiro era Getúlio Vargas.
Pois o ouro da dupla de vôlei Ricardo e Emanuel conseguiu o feito esportivo. Com a medalha, o Brasil soma agora 14 ouros, 20 pratas e 37 bronzes. Os vizinhos contabilizam até agora 13 douradas, 23 prateadas e 20 bronzes.
Em Atenas-2004, eles depositam suas apostas no futebol e no basquete, afinal, tanto as Leonas do hóquei sobre grama como os tenistas não emplacaram no lugar mais alto no pódio.
Já o Brasil ainda tem chances nos vôleis masculino e feminino, no futebol feminino, no basquete feminino e no iatismo.
Nesta quarta, os argentinos caíram no torneio de vôlei masculino, perdendo para a Itália pelas quartas-de-final.
Os argentinos foram bem no início do século 20, quando o país viveu seu apogeu econômico, mas depois viveram uma lenta decadência, simultânea a melhora de seu vizinho do norte. Em Londres-1948, por exemplo, a Argentina foi a 13ª colocada, colecionando três ouros -já o Brasil foi o antepenúltimo colocado.
O Brasil, porém, ainda tem outros desafios para cumprir no quadro histórico de medalha. Um deles: ultrapassar países que não existem mais como a Tchecoslováquia e a CEI (Comunidade dos Estados Independentes), que só disputou Barcelona-1992.
No cômputo geral, o Brasil está na 38ª colocação histórica, e já foi superado pela Ucrânia nestes Jogos Olímpicos.
De qualquer forma, o Brasil, com a medalha desta quarta, se tornou a quarta potência olímpica das Américas, sendo superado obviamente por EUA, Canadá e Cuba.
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