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25/08/2004 - 00h20
Basquete no Pan-87 inspira jogadoras de Renê Simões
Por Fábio Seixas Enviado especial Da Agência Folha Em Atenas (Grécia)
Uma vitória histórica sobre o favoritíssimo time dos EUA. É o que a seleção feminina de futebol vai buscar quinta-feira, em Atenas, na decisão do ouro. É o que a equipe masculina de basquete conseguiu há 17 anos, no Pan-Americano de Indianápolis.
O triunfo do time liderado por Oscar, Marcel e Maury virou exemplo para o grupo dirigido por Renê Simões. Que, nesta quinta, ouvirá uma palestra de Paulinho Villas Boas, ala reserva naquela edição do Pan e que, como membro do COB, está em Atenas.
"Numa final como essa, é necessária muita tranqüilidade. A rivalidade de Brasil e EUA no feminino é igual à com os argentinos no masculino", disse o técnico. "Por isso, é importante ouvir o Paulinho. Ele fez história, participou daquele jogo. Quero que ele conte tudo para elas."
No dia 23 de agosto de 1987, a seleção de basquete virou uma desvantagem de 22 pontos no início do segundo tempo e venceu os EUA, em Indianápolis, por 120 a 115 na decisão do Pan. Foi a primeira vez na história que os americanos foram batidos em casa.
A seleção feminina agora se depara com uma situação parecida. Enquanto o Brasil nunca conseguiu uma medalha no torneio feminino de futebol dos Jogos, as americanas têm duas em duas participações: ouro em Atlanta e prata em Sydney. Os EUA são bicampeões mundiais (91 e 99). E contam com um retrospecto arrasador diante das brasileiras.
Desde a primeira partida, em 1986, foram 21 partidas, com 20 vitórias americanas. O Brasil marcou 11 gols. E tomou 55. Nesta Olimpíada, os dois times já se encontraram. Foi pela primeira fase: 2 a 0 para os EUA.
"Aquele jogo foi estranho. Dominamos o primeiro tempo, fomos bem, mas depois deixamos que elas jogassem e levamos os dois gols. Mas agora, com certeza, estamos mais bem preparadas", disse a zagueira Mônica, após o primeiro treino da seleção em Atenas em 18 dias.
No dia 6, logo após desembarcar na Grécia, o time treinou em Atenas. Já no dia seguinte, no entanto, embarcou para Tessalônica, no norte do país, onde começou sua campanha, no dia 11.
O Brasil jogou ainda em Heraklio e Patras. Ao todo, foram 1.857 km de deslocamento entre as sedes. Até voltar para a verdadeira casa dos Jogos. E, enfim, hospedar-se na Vila Olímpica.
"É legal estar na Vila. A gente se sente mais próxima da Olimpíada, convive com outros atletas, vive ainda mais o clima, o que é importante para um jogo tão complicado como esse", afirmou Pretinha, autora do gol sobre a Suécia, ontem, que classificou o time para a final.
Além de programar a palestra de Villas Boas, o técnico da seleção continuou sua rotina de tocar músicas para motivar suas atletas. Depois de Geraldo Vandré e Lulu Santos, escolheu uma composição de Ivan Lins. Com um sugestivo título. "Desesperar jamais".
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