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25/08/2004 - 10h12
Atual campeã do masculino, Sérvia é eliminada pela Rússia
Da Redação Em São Paulo
Numa reedição da final do vôlei de Sydney-2000, a seleção masculina da Rússia se vingou de Sérvia e Montenegro e eliminou os campeões olímpicos na primeira partida das quartas-de-final em Atenas. O confronto desta quarta-feira foi vencido por 3 sets a 1, com parciais de 29-27, 23-25, 27-25 e 28-26.
 | | | Bloqueio da sérvia tenta barrar ataque do russo Abramov na derrota pelas quartas | A Sérvia se torna vítima da "maldição" dos campeões olímpicos no vôlei. Desde Barcelona-1992, quando o Brasil venceu o torneio, nenhum país que obteve o ouro conseguiu passar das quartas-de-final na edição seguinte. Os brasileiros sucumbiram em Atlanta-1996, diante da própria Sérvia (então Iugoslávia). A Holanda foi a campeã e, quatro depois, perdeu nas quartas também para os sérvios.
Nas semifinais em Atenas, os russos enfrentarão a Itália, que eliminou a Argentina, também nesta quarta. Nesta tarde, o Brasil disputa outra vaga nas semifinais contra a Polônia, às 15h30 (horário de Brasília). Se vencer, enfrentará o melhor da partida entre EUA e Grécia.
O jogo Como era esperado, o embate entre Rússia e Sérvia foi um dos mais disputados até agora. As duas equipes apresentaram-se muito fortes no ataque e no bloqueio. Nas horas decisivas, os gigantes russos Baranov (2,08m), Dyneikin (2,15 m) e Kazakov (2,17 m) foram chamados para complicar a defesa sérvia. Mas foi um dos mais baixos em quadra -Tetyukhin, com 1,97 m- o mais eficiente no time vencedor.
A Sérvia novamente jogou desfalcada de seu melhor atacante, Miljkovic, hospitalizado por conta de uma virose. A equipe não foi regular no saque -errou 21. Com dois serviços na rede desperdiçou a preciosa chance de levar a partida ao tie-break.
No primeiro set, a Rússia chegou à reta final com dois pontos de vantagem e apostou em Dyneikin, que estava no banco, para entrar e fazer o 24º ponto, enfrentando o bloqueio sérvio. Os russos tiveram duas chances de fechar a parcial, mas a Sérvia não deixou.
Enquanto trocavam oportunidades de vencer o set, os dois times erraram ataques -buscando fugir do bloqueio- e também saques táticos. Num ataque na rede de Mester, a Rússia obteve seu segundo set point e fechou com Baranov concluindo o contra-ataque após bela defesa do líbero Verbov.
A Sérvia começou melhor na segunda parcial e administrou a vantagem de quatro pontos até mais da metade do set (18 a 14). A Rússia pôs os gigantes Kazakov e Dyneikin em ação para parar a Sérvia no 21º ponto e encostar.
A equipe sérvia ainda manteve vantagem para chegar ao set point. Desta vez, na hora decisiva, Dyneikin perdeu a chance de equilibrar a parcial, atacando para fora, e foi imediatamente sacado da quadra. Os sérvios, mesmo sob pressão do alto bloqueio russo, conseguiram fechar o set e empatar o jogo.
O terceiro set se mostrou decisivo para a partida. Assim como no primeiro, o equilíbrio predominou durante boa parte desta parcial. A Sérvia, mais aplicada no saque, conseguiu abrir ligeira vantagem.
A Rússia foi buscar e chegou ao empate em 18 a 18. A Sérvia foi a primeira a ter a chance do ponto do set, mas a equipe russa evitou a vitória. Na sua chance de fechar, em 26 a 25, Baranov explorou o bloqueio sérvio e não desperdiçou o ponto do set.
A quarta parcial parecia dominada pelos russos, que chegaram com três pontos de vantagem à reta final. Mas os atacantes voltaram a errar na hora decisiva -Tetyukhin perdeu três chances de ponto- e a Sérvia foi buscar o empate. Chegou a ter a chance de forçar o quinto set, mas, com dois saques na rede, viu suas chances minadas. A Rússia pôs fim ao jogo com Baranov disparando um ataque indefensável.
Os russos comemoraram muito a vitória, enquanto Vladmir Grbic -um dos que erraram os saque no momento decisivo- passou alguns minutos sentado na quadra, desolado.
Foi uma vingança dupla. Além de ter perdido o ouro para a Sérvia na final de Sydney, a Rússia deixou escapar o bronze em Atlanta-1996 para a mesma seleção.
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