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25/08/2004 - 17h54
Brasil supera "fantasma" das quartas e está nas semifinais
Da Redação Em São Paulo
O Brasil finalmente superou o "fantasma" das quartas-de-final. O time de Bernardinho venceu a Polônia nesta quarta-feira, por 3 sets a 0, com parciais de 25-23, 27-25 e 25-18, em 1h23 de jogo. Depois de Barcelona-1992, quando conquistou o ouro, a seleção brasileira masculina não passava desta fase nas Olimpíadas.
 | | | André Heller marca mais um ponto contra time polonês; veja fotos da rodada | Nesta sexta-feira, a equipe favorita ao ouro enfrenta os EUA por uma vaga na decisão. Os norte-americanos quebraram a invencibilidade de quase um ano do Brasil em jogos oficiais, vencendo o time na última partida da fase classificatória, nesta segunda. Já para conseguir a vaga nas semifinais, passaram sufoco diante da Grécia.
A outra semifinal será entre Itália, que eliminou a Argentina, e Rússia, que pôs fim ao sonho do bi olímpico da seleção de Sérvia e Montenegro.
No feminino, o Brasil também vem fazendo a campanha esperada e, nesta quinta, brigará por uma vaga na decisão do ouro contra a Rússia.
O jogo A Polônia conseguiu equilibrar a partida tanto no primeiro quanto no segundo sets, mas foi mais irregular que o time de Bernardinho. Apesar de ter média de altura inferior à equipe polonesa -1,94 m contra 1,98 m-, o Brasil se destacou no bloqueio. Fez nove pontos neste fundamento, quatro deles com o ponta Dante.
"Foi um jogo que começou muito tenso. Tentamos manter o nosso ritmo", comentou Bernardinho. "Cometemos alguns erros no terceiro set. Espero que joguemos melhor contra os EUA."
Os poloneses chegaram a assustar no início do primeiro set, abrindo 3 a 0 só com o saque forçado de Murek, um dos melhores jogadores da equipe.
O Brasil empatou em 5 a 5, mas a Polônia manteve a vantagem aproveitando-se dos contra-ataques. O saque brasileiro não surtia efeito e os adversários praticamente não desperdiçavam suas chances de pontuar.
A reação começou quando a equipe de Bernardinho passou a sacar melhor, quebrando o passe polonês e tendo mais chances de defesa. No primeiro ponto de bloqueio no set, com Dante, o Brasil chegou ao empate em 12 a 12. No saque de André Nascimento aconteceu a virada. Com ele, no contra-ataque, a seleção ampliou a vantagem em dois pontos.
O ponto do set em falha do saque europeu. Os poloneses ainda evitaram a primeira chance do Brasil fechar, mas a seleção confirmou a vitória, aproveitando novo contra-ataque.
O segundo set foi o mais equilibrado da partida. Arriscando no saque, o Brasil despediçou oito serviços e não conseguiu nenhum ponto direto em toda a parcial. A defesa trabalhou bem e a Polônia teve muita dificuldade para pontuar nos contra-ataques que obtinha. Mas o europeus aproveitaram erros brasileiros para obter a vantagem no placar em 18 a 16.
No bloqueio de Dante veio a igualdade (18 a 18). No mesmo fundamento, barrando Giba, a Polônia obteve a liderança em 23 a 21. Com erro do ataque polonês e um contra-ataque rápido armado pelo meio por Ricardinho, acionando André Heller, o Brasil empatou de novo (23 a 23). O equilíbrio chegou a 25 a 25, mas o Brasil outra vez apostou na defesa e no contra-ataque para fechar o set.
Na terceira parcial, a equipe polonesa "sumiu" do jogo. O Brasil mudoi a estratégia e deixou de sacar forçado. Também foi mais aplicado no passe. Como resultado, Ricardinho teve liberdade para trabalhar jogadas variadas. Com 24 a 16, a seleção chegou tranqüila ao primeiro match point. A Polônia evitou por duas vezes o fim do jogo, mas na terceira oportunidade, os brasileiros conquistaram a vitória.
Bernardinho manteve basicamente o time titular em quadra. Entre a mudança tática de todo o fim de set -sai Ricardinho e entra Anderson; sai André Nascimento e entra Maurício-, outra alteração promovida pelo técnico foi chamar o capitão Nalbert no fim do segundo e do terceiro sets.
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