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26/08/2004 - 20h05
Brasil acorda em sua melhor posição na história das Olimpíadas
Murilo Gavarello Enviado especial do UOL Em Atenas (Grécia)
O Brasil acorda nesta sexta-feira, antevéspera do fim de Atenas-2004, em sua melhor posição olímpica na história.
A 16ª posição é até superior à colocação em Moscou-1980, quando o boicote de 56 países facilitou o caminho brasileiro para o 17º lugar no quadro geral de medalhas.
Comparado com o desempenho de Sydney, o país deu um grande salto, afinal, terminou a Olimpíada australiana na 52ª posição, a pior entre todas em que o Brasil conseguiu medalha.
Mas a atual colocação está ameaçada, afinal, vários países estão no encalço do Brasil. Em especial, Cuba, potência esportiva latino-americana. A ilha de Fidel Castro ainda tem pela frente as finais do boxe, o esporte em que é mais forte. É o caso também de Espanha, Canadá e Suécia.
O Brasil conta agora só com o vôlei masculino e o hipismo para tentar um ouro e avançar ou se manter na posição. O basquete feminino tem poucas chances de pegar uma medalha dourada.
O país já igualou sua melhor coleta de ouros, com três dessas medalhas como em Atlanta-1996. Naquela Olimpíada, porém, a delegação nacional terminou na 25ª posição, a mesma de Barcelona-1992. A mesmíssima colocação, apesar da grande diferença de medalhas (três ouros, três pratas e nove bronzes nos EUA contra apenas dois ouros e uma prata nos Jogos espanhóis).
A receita de sucesso de Atlanta é a mesma de Atenas: ouros na areia e no mar. Como há oito anos o Brasil tem até agora dois na vela e um no vôlei de praia.
Até Atenas-2004, o Brasil só conseguiu ficar no "top 20" olímpico em Olimpíadas com boicote em bloco, Moscou-1980 (17º lugar) e Los Angeles (19º), esvaziadas pela Guerra Fria entre EUA e URSS.
Antes disso, havia sempre um lugar cativado para o Brasil para lá do 30º. Sem ouro, o país ficou em 36º em Montreal-1976, 41º em Munique-1972, 35º no México-1968, 36º em Tóquio-1964 e 40º em Roma-1960.
Os dois jogos nos anos 50 foram exceções: com os ouros do triplista Adhemar Ferreira da Silva, o Brasil pulou para a 24ª colocação em Helsinque-1952 e Melbourne-1958.
Se o recorde de medalhas (12 em Sydney e 15 em Atlanta) não pode ser mais atingido, a colocação final e o recorde de ouros são últimos e únicos desafios tupiniquins em Atenas.
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