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26/08/2004 - 18h04
Argentina vence Grécia e enfrenta os EUA por vaga na final
Da Redação Em São Paulo
A Argentina é semifinalista das Olimpíadas. Nesta quinta-feira, os vice-campeões mundiais venceram a Grécia por 69 a 64 e vão enfrentar os Estados Unidos na sexta-feira, por uma vaga na final.
 | | | O argentino Scola comemora passagem para as semifinais; veja álbum de fotos | O confronto nas semifinais contra os norte-americanos mostrou que a estratégia do técnico Rubén Magnano na primeira fase foi inútil. No último jogo, ele poupou seus titulares, perdeu para a Itália e terminou em terceiro lugar no grupo. A derrota evitou o cruzamento contra os EUA nas quartas-de-final, mas não na semi.
A equipe sul-americana, porém, já venceu os profissionais norte-americanos. Foram os primeiros a realizar o feito, aliás. Em 2002, eles derrotaram os Estados Unidos no Mundial de Indianápolis, por 87 a 80. "Nada é impossível. Podemos vencê-los, estamos melhor a cada partida", disse o pivô Fabricio Oberto, um dos que estavam em quadra no dia da histórica vitória.
Os argentinos chegaram em Atenas, pela primeira vez, como favoritos. Com Estados Unidos e Sérvia e Montenegro com problemas para contar com seus principais atletas, o time do técnico Rubén Magnano, com a mesma base que perdeu na decisão do Mundial de 2002 para os sérvios, parecia a equipe mais forte que chegava à Grécia.
É a segunda semifinal da seleção sul-americana, que foi quarta colocada em Helsinque-1952. O resultado é fruto da ascensão do basquete argentino na década de 90, após a criação de uma liga de clubes e um campeonato forte. Hoje, os argentinos dominam o basquete continental e contam com mais de 100 atletas jogando no exterior.
A Grécia, campeã européia em 1987, disputou as Olimpíadas apenas uma vez, em Atlanta-1996, quando terminou na quinta posição, em campanha que incluiu uma vitória sobre a seleção do Brasil, que ainda contava com o cestinha Oscar, que naquele ano disputou pela quinta vez os Jogos.
Com o Ginásio Olímpico lotado, com 14.500 expectadores, o time da casa foi um adversário muito mais difícil do que a Argentina esperava. Os vice-campeões mundiais tiveram problemas, principalmente no final do segundo período e começo do terceiro, quando a Grécia abriu sua maior vantagem da partida, 11 pontos.
A Argentina começou o jogo em alta velocidade e, no começo do segundo quarto, já tinha dez pontos de vantagem. Os gregos, principalmente o ala-pivô Dimosthenis Ntikoudis, com sete pontos e oito rebotes no primeiro tempo, se recuperaram.
Enfrentando uma defesa muito forte, os vice-campeões mundiais marcaram apenas sete pontos no segundo período, contra 21 dos gregos. A defesa continuou dominando os argentinos até o começo do terceiro período, quando Magnano resolveu usar um jogador que não vinha sendo muito aproveitado na Grécia.
A entrada do ala Walter Hermann, seis pontos no terceiro quarto, acordou os argentinos, que empataram o jogo no final do período, após uma cesta de três do armador Pepe Sanchez.
Nos últimos dez períodos, Magnano manteve Hermann em quadra e ele foi um dos principais responsáveis pela virada. Com ele em quadra, a Argentina saiu de quatro pontos atrás para quatro na frente. Com cinco minutos no último quarto, os argentinos já tinham dez pontos marcados, contra apenas cinco da Grécia.
A quatro minutos do final, porém, os sul-americanos passaram a mostrar nervosismo. Ginóbili forçou dois chutes de três pontos e até Hermann tentou uma de longe, que não deu nem aro. Até mesmo as bolas no garrafão não caiam mais para os campeões mundiais.
Com isso, a diferença caiu para apenas um ponto a 35 segundos do final, após uma cesta de três de Chatsivrettas. Magnano, então pediu tempo. Na sequência, Scola bateu os dois lances livres e colocou a Argentina na frente por três pontos. Alvertsis, então, tentou um arremesso de três. A bola não chegou ao aro. Ginóbili ficou com a bola e definiu o jogo.
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