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26/08/2004 - 20h33
Brasil enfrenta Austrália na última parte do "plano da medalha"

Da Redação
Em São Paulo

Reuters 
Para pensar em medalha, seleção precisa descobrir como parar Lauren Jackson
O plano que a seleção feminina do Brasil fez para conquistar a terceira medalha olímpica tinha três partes. A primeira, fugir de um confronto contra Estados Unidos nas semifinais. A segunda, bater a Espanha, que tinha vencido a seleção nos dois últimos confrontos. A terceira, e última, vencer as semifinais e ficar com a prata, já que é consenso em Atenas que o ouro do basquete feminino já é do "Dream Team" dos Estados Unidos.

A primeira parte do plano foi cumprida com sucesso, após uma derrota "benéfica", sem cansar as titulares, contra a Austrália. A segunda também, vitória sobre a Espanha, com atuação magistral de Janeth. Agora, chega a tarefa mais difícil das três.

Nesta sexta-feira, às 10h45 (de Brasília), as brasileiras voltam a enfrentar a Austrália. Velho conhecido da seleção, as australianas já venceram o Brasil nas semifinais de Sydney-2000 e estão engasgadas na garganta das brasileiras.

"A adrenalina que antecede as decisões é muito boa e faz parte do basquete. Ouvimos os comentários das australianas na Vila Olímpica e elas estão achando que já ganharam", avisou a ala-pivô Leila, que deve ser titular da seleção.

Antes de Atenas, o último confronto em competições oficiais tinha sido no Mundial da China, em 2002, quando a seleção venceu, mesmo muito desfalcada. A armadora Helen, por exemplo, estava fora do jogo.

Mesmo assim, o Brasil não vai ter facilidades para chegar à decisão. Na partida da primeira fase, a Austrália destruiu a seleção com tiros de longe. Sem contar que a ala Lauren Jackson, melhor jogadora da última temporada da WNBA.

"A Austrália é um time constante, com muita intensidade de jogo e cometem poucos erros. E tem uma das melhores jogadoras do mundo da atualidade, a ala Lauren Jackson. Nós devemos trabalhar valorizando mais a posse de bola, controlar a ansiedade de querer decidir para não errar o passe ou o arremesso", analisou o técnico Antonio Carlos Barbosa.

EUA x Rússia
Na outra semifinal, os Estados Unidos enfrentam a Rússia às 8h30, na reedição da final do Mundial de 2002. As chances das russas, porém, são pequenas. Os EUA estão invictos em Mundiais e Olimpíadas desde 1994, quando perderam na semifinal do Mundial da Austrália para o Brasil.

A seleção, aliás, foi também a última que venceu as norte-americanas em amistosos, há quatro anos. A última derrota foi em maio de 2000, 64 a 55 para o Brasil, no Rio de Janeiro. As duas equipes estavam se preparando para os Jogos de Sydney.

Os EUA, porém, ainda não mostraram fraquezas ainda em Atenas. Venceu todos os seus jogos por uma margem de 29,2 pontos e conta com duas das três melhores jogadoras da competição (a outra é a australiana Lauren Jackson): Lisa Leslie, com média de 16,8 pontos por jogo, e Tina Thompson, 13,5.

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