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26/08/2004 - 10h42
"Já estamos ficando velhinhas", diz Daiane na volta ao Brasil
Cybelle Young Em São Paulo
Com as atenções voltadas principalmente para Daiane dos Santos, a equipe brasileira de ginástica chegou na manhã desta quinta-feira a São Paulo. A atleta, como os demais que não chegaram à meta esperada em Atenas, já fala nas Olimpíadas de Pequim-2008. Mas reconhece: "estamos ficando velhinhas", referindo-se a ela, que tem 21 anos, e a Daniele Hypólito, 19. "Vamos tentar acompanhar o ritmo das novas ginastas, que estão se destacando cada vez mais."
 | | | Daiane já fala em Pequim-2008, mas diz que novas ginastas já estão se destacando | Daiane tornou a responder perguntas sobre os erros cometidos na final do solo, que acabaram com as esperanças de ouro e a deixaram apenas em quinto. Ela manteve o discurso de Atenas. "Fiquei um pouco nervosa mesmo, quem não ficaria, ainda mais representando o país em um evento como a Olimpíada?", comentou.
Ao contrário do que pensa seu técnico, o ucraniano Oleg Ostapenko, a ginasta nega que a cirurgia no joelho, feita pouco mais de um mês antes dos Jogos, tenha atrapalhado. "Não teve nada a ver com meu joelho, não senti dor alguma, foi uma falha mesmo. Agora é questão de treinar mais e, quem sabe, fazer melhor em Pequim-2008..."
Daiane exaltou seu resultado. "Acho que foi excelente. Tudo bem, foi um quinto lugar, não é igual a uma medalha, mas para o Brasil é um resultado muito bom. Pôxa, pra quem estava em décimo-oitavo passar para o quinto é maravilhoso...!"
Em Atenas, o Brasil teve pela primeira vez uma equipe em Olimpíadas. Na individual geral, também superou a melhor marca de sua história, que era o 20º lugar de Daniele Hypólito em Sydney-2000. Desta vez, Daniele foi a 12ª colocada. Camila Comin, estreante na final, terminou em 16º lugar.
Camila, 20, se disse feliz com seu resultado no individual. E observou quais foram as falhas da equipe, que não se classificou para a final. "Nosso time precisa melhorar na trave, principalmente. Na nota de partida e na evolução, ainda é preciso fazer uns ajustes", avalia. "A única que é mais ou menos boa na trave é a Dani... Mas ainda faltam quatro anos para as próximas Olimpíadas, então ainda temos tempo para tudo isso."
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