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27/08/2004 - 09h49
Presidente do COI diz que medalhas não serão duplicadas
Das agências internacionais Em Atenas (Grécia)
O Comitê Olímpico Internacional (COI) rejeitou as sugestões de Coréia do Sul e Alemanha de duplicar a medalha de ouro da ginástica artística e do CCE (Concurso Completo de Equitação), respectivamente.
 | | | Rogge diz que resultados serão mantidos salvo se for provada manipulação | "Houve uma pressão muito grande para darmos uma segunda medalha à Coréia e à Alemanha. Mas nós negamos. Se dermos esta liberdade aos comitês olímpicos, nunca vão parar", afirmou o presidente do COI, Jacques Rogge, nesta sexta-feira. "Não vamos dar medalhas por razões humanitárias ou emocionais."
Os sul-coreanos queriam uma correção para a injustiça feita com o ginasta Yang Tae-young, que acabou ficando com o bronze na final individual geral por causa de erros dos juízes em suas notas. O ouro foi para o norte-americano Paul Hamm.
A Alemanha perdeu o título no CCE por uma decisão da Corte de Arbitragem Esportiva (CAS), que ao reconhecer erros nos resultados por equipes, aplicou uma penalidade para o time alemão e passou o ouro para a França. A decisão foi a última instância da mais tumultuada final de Atenas -antes de ter um dono definitivo, a medalha do CCE passou primeiro para as mãos da Alemanha, depois foi para os franceses e ainda voltou para os alemães, tudo por conta da confusa coordenação do evento.
Mudança de regras
Rogge só prometeu que o COI vai consultar as federações internacionais para ver como os julgamentos e pontuações podem ser melhorados nos eventos olímpicos.
Ele afirmou que a Federação Internacional de Ginástica (FIG) já pretende alterar a forma de avaliar os atletas. A modalidade foi a que recebeu mais críticas em função da atuação dos juízes. No último dia da final por aparelhos, no masculino, o público chegou a vaiar os jurados por dez minutos, revoltado com a nota dada na barra fixa ao russo Alexei Nemov, dono de 13 medalhas olímpicas conquistadas em edições anteriores.
No caso da Coréia, a FIG reconheceu o erro, suspendeu três juízes, mas não alterou o resultado final, dizendo que isto era contra o regulamento.
Há dois anos, nas Olimpíadas de Inverno, o COI concedeu a segunda medalha de ouro aos patinadores canadenses Jamie Sale e David Pelletier depois que um juiz francês admitiu ter sido pressionado a dar o primeiro lugar a uma dupla russa.
Para Rogge, os dois casos de Atenas não são comparáveis a esse. "Enquanto não houver uma prova de manipulação ou corrupção, aceitamos o resultado que as federações definem", afirmou o presidente. "Erros são inevitáveis em julgamentos e arbitragens."
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