UOL Olimpíadas
BUSCA




RECEBA O BOLETIM
UOL ESPORTE
 

 
27/08/2004 - 00h01
Torben fazia 'ferro velho' virar ouro, segundo irmão

Por Adalberto Leister Filho e Guilherme Roseguini
Enviado especial
Da Agência Folha
Em Atenas

Axel não acreditou na cena. Torben, um de seus irmãos mais novos, encontrou um barco abandonado em clube de Brasília. Depois de mexer nas quinquilharias, deu seu veredicto: "Isso aqui é feito com um material de excelente qualidade. Vou reformá-lo para usar em torneios".

Um ano depois, a antiga velharia era uma embarcação campeã do mundo na classe snipe. Foi naquele momento que o primogênito do casal Dickson e Ingrid percebeu o enorme talento de Torben.

"Ali ele já mostrava toda essa habilidade em transformar os barcos em que veleja. Foi um momento muito legal."

Axel, 46, lembra hoje orgulhoso que foi o responsável pelos primeiros passos de Torben na vela. "Ele era o proeiro do meu barco. Só que, em pouco tempo, sua habilidade apareceu. Aí trocamos de lugar, e o Torben passou a comandar a embarcação", conta.

A parceria não durou muito. Antes dos 15 anos, eles já ganharam barcos próprios. Os nomes dados às embarcações já remetiam à herança européia da família -Munin e Hugin, os corvos mensageiros de Odin, personagem da mitologia da Escandinávia.

Axel não seguiu carreira na vela ("Dois supercampeões na família já é um bom número"). Ele se refere também ao outro premiado da família, Lars, bronze em Seul-1988 e em Atlanta-1996.

"Na verdade, eu também não alcancei resultados tão proeminentes como os deles. Desde a infância eu já encarava a vela com outros olhos", diz.

Axel conta que, enquanto os irmãos discutiam em qual classe velejar, ele se qualificava na categoria 'D.O.". "Significava que eu era da classe 'dos outros'. No que pedissem para eu velejar estava bom."

O distanciamento do esporte não o afastou dos irmãos. Pelo contrário. Sem as viagens internacionais de Torben e os compromissos políticos de Lars, licenciado do cargo de secretário de Juventude, Esporte e Lazer de São Paulo para atuar como coordenador técnico da vela em Atenas, ele arrumou tempo para tocar um projeto da família.

É Axel quem coordena o programa social Instituto Rumo Náutico, que visa assegurar com a vela caminhos de socialização, educação e formação profissional para jovens.

Durante a Olimpíada, porém, Axel arrumou tempo para desempenhar outra função: a de informante de Torben. "Eu mandava e-mails diários contando o que estava acontecendo no Brasil, mostrando a repercussão das regatas. É uma forma de mostrar como ele é querido. Tenho certeza de que ele gostou."



22/11/2004
10h36 - WADA tem orçamento acrescido em US$ 1,47 milhão

19/11/2004
20h13 - Brasileiro fica em 25º no Mundial de luge e soma ponto para Turim

18/11/2004
13h22 - Polícia faz diligência em empresa responsável por Turim-2006

12/11/2004
19h31 - COB anuncia indicados ao Melhor Atleta do Ano

10h20 - Jogos de Atenas custaram mais de 9 bilhões de euros à Grécia

05/11/2004
08h59 - Chineses adotam data "da sorte" para abertura dos Jogos de 2008

04/11/2004
14h38 - Presidente de comitê dos Jogos de Turim vai pedir demissão

13h51 - Putin recebe no Kremlin 182 medalhistas russos em Atenas 2004

09h06 - Barcelona ajudará candidatura de Madri às Olimpíadas de 2012

02/11/2004
10h09 - Governo dará a Paris 2,5 bilhões de euros para campanha olímpica

Mais notícias