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28/08/2004 - 11h14
Fracassado, ex-"Dream Team" pede créditos aos adversários

Das agências internacionais
Em Atenas (Grécia)

A seleção norte-americana chegou em Atenas 2004 com 109 vitórias e apenas duas derrotas desde que o basquete masculino foi introduzido no programa olímpico, em Berlin-1936.

Agora ex-"Dream Team", os Estados Unidos deixam a Grécia com mais derrotas do que em toda a sua história nos Jogos.

EFE 
Allen Iverson tenta passar pelo argentino Gabriel Fernandez em derrota dos EUA
Depois das Olimpíadas de Seul-1988, e uma derrota para a União Soviética que abalou os norte-americanos, inventores do esporte, os profissionais foram "chamados ao resgate". A NBA chegou aos Jogos em Barcelona-1992 e, com um esquadrão formado por superestrelas, os EUA recuperaram a medalha de ouro.

Com o "Dream Team" de 1992 começou uma série de três medalhas de ouro e 24 partidas invictas, que durou até Atenas. Nesse período, entre uma vitória e outra, os jogadores davam autógrafos e tiravam fotos. Com os adversários.

Tudo isso ajudou a popularizar o basquete. De Angola à China, a NBA ensinou jovens a jogar basquete. O resultado disso foi uma evolução mundial no esporte que ferz, como vítimas, o próprio time dos sonhos.

"O basquete está melhor por causa do 'Dream Team' de 1992. E temos que admitir que alguns times aqui em Atenas são muito bem treinados e tem ótimos jogadores", disse o técnico Larry Brown.

A afirmação é uma desculpa para os fracassos dos EUA nesta Olimpíada. O time de Larry Brown foi o primeiro com profissionais a perder em uma Olimpíada. Foi a primeira seleção olímpica masculina a perder mais de um jogo em um mesmo torneio olímpico. Foi a primeira com atletas da NBA a não passar dos 100 pontos em nenhuma partida da primeira fase.

Os culpados? Para Larry Brown, certamente os vilões não são os jogadores. "Acho que muito mais do que culpar nossos jogadores, temos de dar crédito para os nossos adversários aqui", defende o treinador.

Crédito, aliás, para quem conseguiu formar os times. A Argentina, por exemplo, só conseguiu contar com seu astro, Manu Ginóbili, porque um grupo de empresários pagou seu seguro, exigido pelo San Antonio Spurs, da NBA.

Nos EUA, uma série de jogadores disseram não à chance de ir para as Olimpíadas. Jason Kidd, Shaquille O'Neal, Kobe Bryant, Tracy McGrady e muitos outros alegaram contusões, medo, casamento para não viajar à Grécia.

Mesmo assim, os norte-americanos ainda eram temidos. "Hoje (sexta) eles tiveram azar, mas não vai acontecer sempre. Se eles quisessem, montavam três equipes diferentes para ganhar as Olimpíadas", elogiou o técnico Rubén Magnano, da Argentina, primeiro time a bater os EUA, em 2002, e o último, sexta-feira.

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