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28/08/2004 - 11h55
Seleção feminina evita vexame histórico do basquete dos EUA

Da Redação
Em São Paulo

AFP 
Lisa Leslie, tricampeã olímpica, abraça Diana Taurasi, que conquistou sua primeira medalha olímpica
A seleção feminina norte-americana disputou a final das Olimpíadas pressionada. Se perdesse, o basquete dos Estados Unidos passaria, pela primeira vez desde que o basquete feminino foi introduzido no calendário olímpico, uma edição dos Jogos sem medalha de ouro.

Sorte dos "ianques" que quem estava em quadra na decisão contra a Austrália era o verdadeiro "Dream Team", o feminino, não o ex-"Dream Team", o masculino, que neste sábado ficou com a medalha de bronze ao bater a Lituânia.

Os EUA venceram a Austrália por 74 a 63, conquistando o ouro pela terceira vez seguida e dando à Austrália sua segunda prata consecutiva.

Com todas as estrelas da WNBA, a liga profissional feminina, a seleção feminina em nada lembrou a masculina nos Jogos. Enquanto os homens deram vexame e perderam três partidas, as mulheres venceram seus jogos, até a semifinal, com diferença maior de 23 pontos.

Na semifinal e na final, apesar de adversários difíceis, as norte-americanas não tiveram problemas para vencer. Na sexta-feira, por exemplo, a Rússia equilibrou o jogo até o terceiro quarto. No quarto, quando o vencedor seria definido, as americanas dominaram.

Contra a Austrália, neste sábado, não foi diferente. Os Estados Unidos saíram na frente e venceram o primeiro quarto por 17 a 14. No segundo período, mantiveram o ritmo e a vantagem e foram ao intervalo com 29 a 26.

Após o intervalo, a Austrália resolveu vender caro a derrota. Em dez minutos, elas conseguiram virar o jogo, abrir quatro pontos e perder toda essa vantagem nos segundos finais. No último período, com marcação individual em toda a quadra, a Austrália sucumbiu. Passou pouco menos de três minutos sem pontuar, enquanto as norte-americanas abriam.

Lisa Leslie x Lauren Jackson
No duelo entre as duas principais jogadoras do torneio feminino, a norte-americana pivô Lisa Leslie e a ala australiana Lauren Jackson, nenhuma das duas brilhou. As cestinhas da partida foram Tina Thompson, ala-pivô dos EUA, com 18 pontos, e a ala Penny Taylor, da Austrália, com 16.

Lisa Leslie, a primeira mulher a enterrar em uma competição oficial, precisava de apenas 16 pontos para quebrar o recorde de pontos em finais olímpicas. Marcou apenas 13 na decisão de Atenas-2004 e continua a segunda colocada na lista, com 57 pontos.

A primeira colocada é Uljana Semjonova, uma pivô de 2,10 m da União Soviética que, em duas decisões, marcou 59 pontos. Os 57 de Leslie foram feitos em três decisões.

Já Lauren Jackson, cestinha das Olimpíadas com 24,4 pontos por jogo, foi anulada pelas norte-americanas. Sempre com uma rival em sua marcação, ela fez apenas 12 pontos.

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