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28/08/2004 - 16h31
Ex-"Dream Team" termina campanha decepcionante com bronze
Da Redação Em São Paulo
 | | | Tim Duncan, dos EUA, pára Javtokas | A pior campanha dos Estados Unidos em uma Olimpíada terminou sem o desastre antecipado. Depois de perder a invencibilidade que começou em 1992, com o "Time dos Sonhos" de Michael Jordan e Magic Johnson, o ex-"Dream Team" bateu a Lituânia por 104 a 96 neste sábado e terminou com a medalha de bronze de Atenas-2004.
O resultado evita que os norte-americanos voltem pela primeira vez de uma edição dos Jogos Olímpicos sem subir ao pódio. A única vez em que os "ianques" não estiveram entre os três primeiros foi em Moscou-1980, quando o país não foi à União Soviética.
A partida contra a Lituânia foi típica da campanha da equipe de Larry Brown na Grécia. Dificuldades em atacar jogando contra defesa em zona, pivôs tendo problemas com falta e adversários acertando todas as bolas de três que tentavam.
Tim Duncan, MVP de duas temporadas da NBA, por exemplo, não ficou em quadra por mais de cinco minutos no quarto período em nenhuma partida olímpica. "Eu não entendo esse critério. O Tim fez pelo menos quatro faltas em todas as partidas, mas em nenhuma delas as faltas foram iguais", reclamou Brown.
Do outro lado, a Lituânia repetiu as falhas que cometeu nas semifinais, quando perdeu para a Itália. Mesmo acertando tudo da linha dos três -foram 21 cestas, somando 63 pontos-, a defesa foi falha e permitiu que os EUA dominassem o jogo nos minutos finais.
Como na vitória contra a Espanha, nas quartas-de-final, os norte-americanos dependeram de uma atuação excepcional para vencer. Contra os espanhóis, foi Marbury, com 31 pontos e seis cestas de três. Contra a Argentina, eles provaram do veneno e quem destruiu o jogo foi Manu Ginóbili, 29 pontos para os "hermanos".
Contra a Lituânia, foi Shawn Marion. O ala, reserva de Richard Jefferson, marcou 22 pontos, com duas bolas de três, e ainda pegou seis rebotes. O ala Arvydas Macijauskas foi o cestinha da partida, com 24 pontos, sete bolas de três pontos.
Os norte-americanos, acostumados a disputar partidas das finais da NBA em dias seguidos, não entraram abalados como se esperava. Tanto que, após empatar no primeiro quarto em 24 a 24, abriram cinco pontos no segundo e foram ao vestiário, para o intervalo, com cinco pontos na frente.
O terceiro quarto começou com uma "chuva" de arremessos de longe da Lituânia, que virou o jogo, mesmo sem os EUA perderem ataques. A vantagem, porém, voltou aos norte-americanos no final do período.
Três minutos antes do cronômetro zerar, veio a cesta que deu a vitória aos EUA. Richard Jefferson teve de forçar um arremesso. Errou. Tim Duncan tirou a bola de um lituano e Lamar Odom aproveitou, arremessou, levou a falta.
Enquanto a bola rodava no aro, sem entrar ou sair, os jogadores dos EUA, os do banco inclusive, pulavam, torcendo para que a bola entrasse. Entrou e, junto com os três pontos (com o lance livre convertido por Odom), aumentou também a confiança dos norte-americanos, que fecharam o jogo em 104 a 96.
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