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28/08/2004 - 19h22
Time de Bernardinho busca coroa e recorde na final
Da Redação Em São Paulo
No dia que encerra os Jogos de Atenas, as esperanças do Brasil de bater o recorde de ouro olímpicos estão basicamente na vitória da favorita seleção masculina de vôlei. O time de Bernardinho entra em quadra às 8h30 (horário de Brasília) deste domingo para fazer uma final inédita em Olimpíadas contra uma antiga rival, a Itália.
 | | | Seleção busca o único título que esta vitoriosa geração ainda não tem | O ouro terá vários significados. Para o país, seria um recorde. Superando o trauma da edição sem ouro, Sydney-2000, o Brasil já igualou em Atenas seu melhor desempenho em Olimpíadas, de Atlanta-1996. Obteve até então três primeiros lugares, com Robert Scheidt e a dupla Torben Grael/Marcelo Ferreira, na vela, e com Ricardo e Emanuel, no vôlei de praia.
Vencer na quadra será cumprir também metade do plano "país do vôlei". Nunca o Brasil chegou a uma Olimpíada tão candidato ao título na quadra e na praia, tanto no masculino como no feminino.
Ricardo e Emanuel confirmaram o favoritismo na areia. Adriana e Shelda chegaram perto, mas acabaram com a prata. Na quadra, o time feminino, de José Roberto Guimarães, sucumbiu na semifinal, com derrota para a Rússia qualificada como "inexplicável" pelo técnico. E perdeu também a disputa do bronze, neste sábado, para Cuba.
Mas a grande motivação para o ouro de Nalbert e companhia é a coroação. Desde que Bernardinho assumiu a seleção masculina, em 2001, o time só deixou dois grandes títulos escaparem -foi vice da Copa dos Campeões 2001 e na Liga Mundial 2002, e bronze no Pan-2003.
Em 2002, conquistou um troféu inédito para o Brasil: o do Mundial. Só falta repetir o título olímpico conquistado pela geração anterior em Barcelona-1992 -da qual apenas Maurício, 36, e Giovane, 33, são remanescentes. E a equipe de Bernardinho sempre deu a entender que só a medalha de ouro interessa em Atenas.
Italianos nunca foram campeões
 | | | Itália que acabar com série de fracassos em Olimpíadas e levar o primeiro ouro | O mesmo se pode dizer da Itália. O time com a qual o Brasil travou o melhor jogo desta Olimpíada até aqui, com quase duas horas de disputa equilibrada e um tie-break que terminou em 30 a 33 em favor dos brasileiros, amarga o fato de nunca ter obtido um título olímpico.
Com a incrível seleção comandada por Julio Velasco, contemporânea da "Geração de Ouro" do Brasil, a Itália teve dois fracassos. Graças aos holandeses. Em Barcelona, foi protagonista pela primeira vez, chegando com três títulos da Liga Mundial (1990 a 92), e o do Campeonato Mundial (1990). Perdeu para a Holanda nas quartas-de-final.
Em Atlanta, a mesma equipe continuava cotada ao ouro. Outra vez caiu diante dos holandeses, mas a derrota foi na decisão do ouro.
Quatro anos atrás, já mesclando veteranos e novatos, e sem Velasco, o time italiano foi eliminado na semifinal, pela Iugoslávia, que levaria o título. Voltou para casa com o bronze.
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