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29/08/2004 - 16h02
A caminho de casa, EUA estudam opções para evitar novo fracasso

Das agências internacionais
Em Atenas (Grécia)

Reuters 
Iverson, com a medalha de bronze, olha para a esquerda, onde a Argentina comemorava o ouro; veja álbum da final
O basquete dos Estados Unidos deixou a Grécia neste domingo. No mesmo vôo, as equipes masculina e feminina. O avião tinha 24 medalhas, mas só 12 delas eram realmente bem vindas. As mulheres norte-americanas comemoravam o ouro, conquistado contra a Austrália. Os homens lamentavam o bronze.

Enquanto voltam para casa, os inventores do basquete já estudam planos para que a decepcionante campanha em quadras gregas não volte a se repetir. "Logo após nossa chegada, começaremos uma análise do que aconteceu e se é possível fazer algo melhor. Voltar para casa com um ouro e um bronze não é exatamente o que planejávamos", disse Tom Jernstedt, o presidente da USA Basketball, a federação local.

Entre os planos que já foram cogitados está tornar a seleção dos atletas que irão defender o país mais parecida com a feminina. As mulheres passaram por um período de testes, no qual apenas um grupo pequeno estava garantido.

Entre os homens, após recusas dos maiores nomes da NBA, a USA Basketball chegou perto de aceitar inscrições para os times. Mais de 15 jogadores disseram não à seleção e um dos que foi à Grécia, o ala Carmelo Anthony, fez campanha para sua convocação.

Além disso, algo que é trivial em outros países deve ser adotado também pelos norte-americanos: o técnico do time terá poder para convocar jogadores. No processo de formação do "Dream Team"-2004, Larry Brown foi apenas um voto em um comitê que definiu os atletas que iriam a Atenas.

Tudo isso deve evitar tantas falhas quanto nos Jogos de 2004. Entre outros problemas, o time não mostrou conjunto, não se adaptou às regras da Fiba (Federação Internacional de Basquete) e não tinha jogadores que conseguiam acertar chutes de longa distância.

"Arremessar de três pontos é uma arte esquecida (nos Estados Unidos)", reclamou Larry Brown durante os Jogos. "E o jeito como a partida é conduzida, as faltas e tudo mais, parece um outro esporte", completou.

Brown usou como exemplo para isso Tim Duncan. Em oito anos na NBA, ele só foi eliminado por faltas em duas partidas. Nas Olimpíadas, fez quatro faltas em todos os jogos. "Hoje, o basquete é um esporte mundial e temos novamente de padronizar as regras".

Os jogadores também reclamaram. Principalmente das críticas que receberam. "A única coisa que me incomoda é ouvir pessoas falando mal de nós. Foram esses 12 jogadores que aceitaram vir para cá e jogamos, sim, com vontade. Não podem contrariar isso só porque nós perdemos um jogo", defendeu-se Richard Jefferson, um dos mais criticados da equipe.

Consertando ou não os problemas, os norte-americanos vão continuar sendo temidos. "Não há nenhum país no mundo que tenha tantos jogadores para escolher do que os Estados Unidos. Mas eles têm de entender que não existem mais times que estão contentes só por jogar com eles. Agora, todos conhecem o basquete".

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