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29/08/2004 - 00h01
Ícones da seleção feminina perdem sua melhor chance
Por Luís Curro Enviado especial Da Agência Folha Em Atenas (Grécia)
A despedida teve sabor amargo. Fernanda Venturini, Virna e Fofão, símbolos da geração que levou o Brasil a três bronzes olímpicos, fizeram neste sábado a última partida com a camisa verde-amarela.
Só jogaram juntas novamente porque Fernanda, 33, decidiu deixar a aposentadoria em 2002, a pedido de Zé Roberto, e apostar na inédita conquista da medalha de ouro. Acreditava que o país nunca teve tantas chances de subir ao pódio.
A levantadora disputou a primeira Olimpíada em Seul-1988. Ainda era atacante. No ano seguinte, mudou de posição e iniciou o caminho que a transformou em uma das maiores jogadoras da história.
Fernanda só passou o cetro para Fofão, 34, após o bronze em Atlanta-1996, primeira medalha do vôlei feminino nos Jogos. Com o novo 'cérebro", a seleção conquistou mais um terceiro lugar olímpico.
Desde que chegou à elite feminina, nos anos 90, a seleção brasileira conquistou ainda quatro títulos do Grand Prix (1994, 1996, 1998 e 2004). Em todas competições, apenas uma jogadora esteve presente: Virna, 32.
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