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30/08/2004 - 11h36
"Não guardo mágoas", diz Vanderlei sobre agressor
Da Redação Em São Paulo
Um dia após conquistar a medalha de bronze na maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas, Vanderlei Cordeiro de Lima afirmou que não guarda mágoa do espectador que o atacou quando liderava a prova.
 | | | Manifestante agarra Vanderlei Cordeiro, então na liderança, no fim da prova | "Não tenho mágoa dele. O mais importante é a alegria que estou sentindo e a possibilidade de poder dividir isso com todo mundo", declarou o maratonista em entrevista coletiva na Casa Brasil, em Atenas. "Mas uma hora ele vai acabar morrendo ou matando alguém se continuar a fazer isso", completou Vanderlei.
O maratonista reafirmou que o fato de ter sido obrigado a retomar seu ritmo de prova o prejudicou. "Quando ele me atacou diminuiu minha concentração e abalou meu lado psicológico. Isso prejudicou a seqüência da minha prova", garantiu.
O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, afirmou que confia em uma decisão da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) favorável à revisão do resultado da prova. "Os grandes homens tomam grandes decisões nos momentos difíceis", afirmou Nuzman em relação ao presidente da Iaaf, o senegalês Lamine Diack.
"Não queremos tirar o ouro do italiano. Mas o Vanderlei não pode ser penalizado", disse Nuzman. "Inicialmente, vamos mandar uma carta à Iaaf dando a entidade a oportunidade de reconhecer o erro ao negar o protesto em favor do atleta", informou Nuzman. "Esperamos que, de cabeça mais fria, eles revejam a decisão", completou.
De acordo com Nuzman, caso a Iaaf não reveja o resultado, o passo seguinte será um recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte, em Lausanne, na Suíça.
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