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01/09/2004 - 14h44
Nalbert anuncia transição para o vôlei de praia
Das agências internacionais No Rio de Janeiro
Depois de ganhar tudo com a seleção masculina de vôlei de quadra, Nalbert manifestou nesta quarta-feira, na chegada da equipe ao país depois do ouro olímpico em Atenas, que pretende atuar na praia.
 | | | Nalbert partirá para a areia em 2005 | No entanto, antes do novo desafio profissional, Nalbert cumprirá o contrato com o Banespa, clube pelo qual pretende se aposentar como atleta de quadra. Apenas em meados de 2005, após o final do compromisso com o clube paulista, o campeão olímpico irá escolher o parceiro no vôlei de praia.
"Os últimos quatro anos foram de realização total para mim. Mas a decisão está tomada. Saio da quadra em 2005 e me tornar um bom jogador na areia. É um desafio que me estimula", declarou o jogador de 30 anos.
Para fazer parte da seleção que triunfou nos Jogos de Atenas, Nalbert teve que correr contra o tempo para se recuperar de uma lesão delicada no ombro esquerdo. Jogador de confiança do técnico Bernardinho, o ponta só teve condições plenas de jogo às vésperas da Olimpíadas.
Nalbert não é o único campeão olímpico que deixa a seleção após a conquista em Atenas. O levantador Maurício e o ponta Giovane anunciaram a abandonar as competições internacionais. Reservas na campanha do Brasil na Olimpíada, a dupla é a única da história do vôlei brasileiro a ter dois títulos olímpicos, em Barcelona-1992 e Atenas-2004.
"Agora estou resolvido. Deixo a seleção com a sensação de dever cumprido", disse Maurício, exibindo as duas medalhas olímpicas que ganhou.
"Com certeza vou chorar mais tarde. A seleção foi a minha vida", afirmou o levantador de 36 anos, 17 deles dedicados à equipe nacional. Maurício segue atuando no vôlei. Ele vai disputar o campeonato italiano pelo Maceratta.
Giovane, que no próximo dia 7 de setembro vai completar 34 anos, considerou a medalha de ouro a realização do sonho de voltar ao pódio olímpico depois de ter passado quase três anos jogando vôlei de praia, entre 1997 e 1999.
"Estava faltando alguma coisa. Agora o senso de realização é muito grande. Provavelmente estou me despedindo sim. Fica uma tristeza grande, mas isso tinha de acontecer", comentou o Giovane, jogador da Unisul.
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