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27/09/2004 - 12h16
Brasil faz dobradinha no pódio dos 400 m com Ádria e Terezinha
Lello Lopes* Enviado especial do UOL Em Atenas (Grécia)
Em uma prova peculiar, o Brasil garantiu uma "dobradinha" no pódio dos Jogos Paraolímpicos de Atenas, com a conquista da medalha de prata para Ádria Santos e de bronze para Terezinha Guilhermina nos 400 m rasos T11/T12, para deficiente visuais.
 | | | Ádria dos Santos conquista mais uma medalha nos Jogos Paraolímpicos | Ádria e Terezinha vinham na terceira e na quarta posição, respectivamente, em praticamente toda a corrida. Em segundo lugar despontava a bielo-russa Volha Zinkevich.
A prova parecia definida quando Zinkevich passou a cair de rendimento nos últimos 100 metros. Com isso, a dupla brasileira aproveitou para ultrapassar a atleta de Belarus e garantir duas medalhas na prova.
Esta foi a terceira medalha de Ádria Santos em Atenas. Antes do segundo lugar nos 400 m, ela havia vencido os 100 m rasos T11 e ficado com a prata nos 200 m T11.
A atleta mineira se poupou na semifinal, já que uma lesão muscular vem a incomodando desde o início das Paraolimpíadas. "Cheguei aqui confiante, mas com minha contratura eu fiquei com medo de não conseguir ganhar medalha. As primeiras provas eu corri com dor, mas desde ontem eu não senti mais nada", disse Ádria após a prova.
Com as três medalhas conquistadas em Atenas, Ádria se consolida como a atleta brasileira que mais vezes subiu ao pódio nas Paraolimpíadas. Ao todo são 12 medalhas, sendo quatro de ouro e oito de prata. Logo em seguida está Clodoaldo Silva, com 11 medalhas (seis de ouro e cinco de prata).
Para Terezinha, que conquistou sua primeira medalha, o grande momento nos 400 m acontecerá daqui a quatro anos, nos Jogos de Pequim-2008. "Esta é a prova que mais gosto de correr. Depois de um ano de treinamento, já consegui subir ao pódio como a terceira melhor. Daqui a quatro anos, subirei ao pódio em outra posição", espera a velocista.
A vencedora dos 400 m foi a francesa Assia El Hannouni, principal favorita. De quebra, ela ainda melhorou o recorde mundial, cravando 53s67. A marca anterior era dela mesma, conquistada nas eliminatórias do último sábado, com 56s15. Ádria fez 57s46 e Terezinha 57s52.
* O jornalista Lello Lopes viaja a Atenas a convite do Comitê Paraolímpico Brasileiro
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