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28/09/2004 - 09h38
Comitê deve alterar classificação de atletas nas Paraolimpíadas
Das agências internacionais Em Atenas (Grécia)
O Comitê Paraolímpico Internacional deve alterar o critério de classificação dos atletas para a próxima edição dos Jogos. A idéia foi revelada nesta terça-feira pelo presidente da entidade, Phil Craven.
Segundo o dirigente, haverá uma "grande revisão" na maneira como os esportistas são divididos nas modalidades paraolímpicas. Especialmente no atletismo, em que os competidores são categorizados de acordo com o seu nível de comprometimento. "Não podemos ter coisas que são complicadas demais", frisou Craven.
O atletismo é a modalidade com mais categorias nas Paraolimpíadas: classes 32 a 38 para competidores com paralisia cerebral; 51 a 58 para esportistas com lesões na medula espinha ou outros problemas físicos; 42 a 46 para amputados de um ou mais membros; 11 a 13 para deficientes visuais; e 40, para atletas que apresentam nanismo por falta de formação de cartilagem.
A ausência de competidores em determinados grupos de deficiência, porém, fez com que esportistas de diferentes categorias participassem da mesma prova (principalmente no caso de arremessos). Para diminuir as disparidades, o Comitê impôs um cálculo sobre o desempenho final de cada atleta, de acordo com a sua deficiência.
A medida provocou discrepâncias em algumas disputas; houve casos em que um competidor marcou o recorde mundial da prova, mas ficou sem medalhas por causa do cálculo.
Craven também revelou que uma assembléia extraordinária do Comitê irá ocorrer no Cairo (Egito), em novembro, para decidir em quais modalidades atletas com comprometimento intelectual poderão ser incluídos.
Esportes para este tipo de deficiência foram relegados ao status de "exibição" depois que se descobriu que a seleção da Espanha, medalha de ouro nos Jogos de Sydney, possuía um atleta sem este tipo de problema.
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