A seletiva da equipe de saltos para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro foi uma das mais conturbadas entre todas as modalidades brasileiras, com atletas chegando a acionar a justiça comum para garantir um lugar no time. Com a medalha de ouro conquistada e o processo de seleção do grupo para as Olimpíadas de Pequim já definido, o presidente da Confederação Brasileira de Hipismo garante que não restou nenhum problema entre a entidade, os cavaleiros que disputaram o Pan e aqueles que reivindicaram, sem sucesso, uma vaga.
Com a aprovação da lei de incentivo fiscal que permitirá ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) destinar R$ 27 milhões às modalidades para a preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim, a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) já programou um orçamento com a quantia que lhe cabe, ou seja, R$ 1.879.700,00.
De acordo com o presidente da entidade, Maurício Manfredi, pouco mais da metade desse valor será utilizadA no treinamento das equipes e na seletiva dos atletas que buscarão vaga nas Olimpíadas, tanto nas provas de CCE e adestramento como na de saltos, que deve tomar ampla parte da verba por ser a categoria com maiores chances de chegar a Pequim.
Já cerca de R$ 800 mil serão destinados à compra de um aparelho antidopagem que permitirá ao Brasil contar com um laboratório de referência da Federação Eqüestre Internacional (FEI), fato inédito na América do Sul. |
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CBH QUER LABORATÓRIO DE REFERÊNCIA DA FEI |
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Segundo Maurício Manfredi, a entidade não guardou nenhuma mágoa de Vitor Alves Teixeira, ginete que questionou as seletivas. "Isso já está enterrado. Eu acho que o resultado da equipe fala por si só", afirma o dirigente, negando que os problemas antes do Pan impeçam Teixeira ou qualquer outro cavaleiro de tentar uma vaga em Pequim. "Vai ser uma seletiva. Se ele conseguir a vaga dele... Inclusive o prêmio dessa seletiva no Brasil vai ser uma ajuda substancial de custos para esses cavaleiros irem pra Europa".
Uma pré-seleção de saltos, com 10 atletas, treinará por dois meses na Europa até que quatro cavaleiros sejam definitivamente escolhidos. Desses 10, cinco pré-selecionados são os campeões por equipes no Pan (Rodrigo Pessoa, Bernardo Alves, Pedro Vennis, César Almeida e Karina Johannpeter), outros dois sairão de seletivas no Brasil e os três últimos serão ginetes que atuam no exterior.
César Almeida, único 'brasileiro' que passou pelas difíceis seletivas no Brasil e garantiu classificação para os Jogos Pan-Americanos, também diz que os atritos no início do ano já foram superados. "Acredito que não ficou nenhum mal-estar, isso são águas passadas. Nós tivemos esse resultado no Pan-Americano com o qual todo mundo ficou satisfeito, comemorado no Brasil inteiro, então isso já passou. Agora é um novo processo, são novos critérios".
Para Cesinha, os moldes definidos pela CBH para a definição das vagas olímpicas é o ideal. "Não há como fazer toda a seletiva no Brasil, tem que fazer também na Europa. Eu acho que a Confederação está de parabéns, pois dará a chance de dois competidores do Brasil fazerem uma excursão na Europa. Eu acho que isso é uma oportunidade única".