A candidatura do Rio de Janeiro para abrigar as Olimpíadas de 2016 contém uma nova ofensiva contra o Autódromo de Jacarepaguá. O local, que já foi duramente alterado para os Jogos Pan-Americanos de 2007, deve receber seis novas estruturas, mesmo se o Rio não ganhar o direito de abrigar as Olimpíadas.
Em sua terceira tentativa de receber os Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro terá o maior orçamento de candidatura de sua história. Nesta terça-feira, o Comitê Olímpico Brasileiro anunciou US$ 42 milhões em gastos previstos para o processo de seleção da cidade sede das Olimpíadas de 2016.
Em 2004, quando o prefeito César Maia e o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, lideraram o comitê de candidatura para os Jogos de 2012, o orçamento era de US$ 23 milhões. Vencedora, Londres gastou US$ 25,5 milhões.
O processo de candidatura olímpica vai até o dia 2 de outubro de 2009, quando o COI anuncia a sede dos Jogos. Até lá, porém, o Brasil tem de passar por uma fase de corte, em que a cidade deixa de ser postulante para virar candidata. |
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Nesta terça-feira, na apresentação das respostas do questionário que será entregue ao Comitê Olímpico Internacional, o comitê de candidatura confirmou a criação do Parque Olímpico do Rio, no lugar do autódromo. Estão previstos seis centros olímpicos nacionais de treinamento, além das três estruturas usadas no Pan - Velódromo, Centro Aquático e Arena Multiuso.
Os centros serão usados pelas confederações de basquete, judô, lutas, esgrima, handebol, hóquei sobre a grama e pólo aquático. "Estou muito satisfeito com esse anúncio. Vamos finalmente ganhar um centro nacional, com ginásio para 10 mil pessoas, algo que Chile e Argentina já têm e nós, potência da América, não", comemorou o presidente da Confederação Brasileira de Handebol, Manoel Oliveira.
Segundo o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do comitê de candidatura Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, o autódromo será destruído, mas um acordo com a prefeitura deve proporcionar a construção de um novo autódromo, em outra área da cidade. "Já negociamos com a Confederação Brasileira de Automobilismo e está sendo procurado um novo local para a construção de um novo autódromo", afirmou.
O grande entrave para o plano, porém, devem ser as pendências jurídicas envolvendo o autódromo. Para o Pan-Americano, as obras no local foram as mais conturbadas, com uma guerra de liminares que quase impediu o fim das construções. Mesmo com apenas três estruturas, o traçado foi alterado, gerando reclamações de pilotos.
O questionário, que será entregue no dia 14 em Lausanne, na Suíça, contém várias alterações de locais em relação ao Pan-Americano. O hóquei, por exemplo, deixa o Complexo de Deodoro e será disputado no autódromo. O Maracanã perdeu o pólo aquático, que no Pan foi disputado no Parque Aquático Júlio Delamare.
Além disso, o futebol deve ser uma competição nacional. As cidades de São Paulo (Morumbi), Brasília (Mané Garrincha), Belo Horizonte (Mineirão) e Salvador (Arena da Bahia, que deve ser erguida no local da Fonte Nova) devem receber partidas.
A estrutura do comitê de candidatura será a mesma que organizou o Pan-Americano, com o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, à frente do projeto, e com nomes-chave do Comitê Organizador do Pan, como o secretário geral Carlos Roberto Osório e o diretor de marketing Leonardo Gryner.