O projeto para as Olimpíadas de 2016 não prevê apenas o fim do Autódromo de Jacarepaguá. O complexo do estádio do Maracanã, em obras que serão usadas também para a Copa do Mundo de 2014, deve perder o Parque Aquático Júlio Delamare e o estádio de Atletismo Célio de Barros.
A candidatura do Rio de Janeiro para abrigar as Olimpíadas de 2016 contém uma nova ofensiva contra o Autódromo de Jacarepaguá. O local, que já foi duramente alterado para os Jogos Pan-Americanos de 2007, deve receber seis novas estruturas, mesmo se o Rio não ganhar o direito de abrigar as Olimpíadas.
Nesta terça-feira, na apresentação das respostas do questionário que será entregue ao Comitê Olímpico Internacional, o comitê de candidatura confirmou a criação do Parque Olímpico do Rio, no lugar do autódromo. Estão previstos seis centros olímpicos nacionais de treinamento, além das três estruturas usadas no Pan - Velódromo, Centro Aquático e Arena Multiuso. |
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| SEIS NOVAS ESTRUTURAS |
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PÁGINA DAS OLIMPÍADAS 2008 |
As duas instalações levantam polêmica desde o fim dos Jogos Pan-Americanos. O governador do estado do Rio, Sérgio Cabral, já tinha falado na demolição para modernizar o estádio do Maracanã. Um dos pontos deficitários do local é a falta de local para estacionamentos, que seria resolvida com as demolições. O complexo conta ainda com o ginásio do Maracanãzinho.
Em contrapartida, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do comitê de candidatura, Carlos Arthur Nuzman, afirmou que o parque aquático e o estádio de atletismo serão reconstruídos em um terreno próximo, pelo governo estadual. O governador Sérgio Cabral, porém, não falou sobre o tema nesta terça-feira.
RevoltaO presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Coaracy Nunes, aceitou oficialmente a decisão de Nuzman. Antes, porém, em reunião fechada com os representantes das confederações nacionais, fez um discurso inflamado, falando que achava um absurdo destruírem um parque aquático moderno e recém reformado.
Após a apresentação pública, o dirigente estava mais calmo, mas ainda assim tinha ressalvas. "A CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) só deixa o Delamare quando o novo parque aquático estiver pronto. Até lá, ficamos onde estamos", avisou.
Segundo ele, a proposta só foi aceita porque Nuzman garantiu a construção do novo parque. "O Nuzman me disse que o governo garantiu a construção e eu acredito nele. Com base nisso, não temos porque impedir a demolição. Não posso ser mais realista do o rei. Mas sou contra derrubar um parque aquático novo em folha", disse.
No discurso fechado para os presidentes das confederações, Coaracy disse que "se esse era o preço a ser pago pelas Olimpíadas no Brasil, ele iria aceitar".
O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Roberto Gesta de Mello, não foi contra a demolição, mas também falou no novo estádio. "Com essa decisão, vamos ter um estádio moderno. O Célio de Barros não tinha pista auxiliar, então é bom para o atletismo, que vai ganhar uma instalação moderna".